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Comecei a escrever no momento em que percebi que só pensar não mais me satisfazia.

Precisava transbordar todo aquele pensamento que só ao meu universo de idéias pertencia.

Hoje, escrevo por pura necessidade, por irresistível vício e por agradável teimosia.




Claudia Pinelli Rêgo Fernandes ®



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quinta-feira, julho 10, 2014

Definitivamente




Definitivamente

Não sou o tipo de pessoa de quem se diria: 

"Adoro! Ela é uma fofa, simpática, pacífica, tão sociável! Super boazinha... Até acordou cedo!"

Não, não sou dessas. Nunca fui.

Sou difícil, exigente e cheia de manias estranhas e que me pertencem e me definem.

Mas, em compensação, sou o tipo de pessoa que, quando todos os sociáveis e bonzinhos somem, está lá firme, cede seu ombro, seu tempo, sua atenção e lhe dá todo o apoio possível, honesto e silencioso, quando você mais precisa.

Sem plateias, sem espetáculos. Quase sempre, na escuridão das madrugadas. Apenas eu e o outro.

Eu e uma amiga.

Eu e um cachorro.

Eu e um parente.

Eu e um cavalo.

Eu e um gato.

Sim, sou dessas.

E desagrado aqueles que percorrem o caminho da ostentação e de diálogos cheios de palavras sociáveis faladas ao vento.

Meu jeito simples e direto assusta alguns, mas me serve de filtro para atrair os que valem a pena.

Sou dessas. 





Claudia Fernandes.

sábado, junho 14, 2014

Para reflexão...




A falta de educação é egoísmo

O egoísta não é aquele que não dá nada, é o que não sabe receber.

Insaciável, não reconhece nunca o que ganha. Jamais é suficiente.

O egoísta vai chamar atenção de algo que não aconteceu. Não agradece, não sente falta, não expõe sua saudade.

O egoísta só ama a si mesmo, não tem espaço para amar mais ninguém.

Usa seu melhor para piorar os outros. Aliás, ele se valoriza desprezando os outros.

Adora reclamar, adora cobrar, sempre tem razão.

Não troca seu orgulho por nada.

Só se preocupa com a sua felicidade.

Toda ajuda que oferece é um investimento.

Não tem amigos, mas bajuladores. (ADORO ISSO)

Sua memória é curta para alegria, sua memória é longa para tristeza.

Fácil identificar o egoísta no trânsito, na fila do banco, no estádio.

Todo egoísta é um mal-educado.

Ele não diz “por favor”, “com licença”, “obrigado”, “desculpa”.

Acha que todo mundo tem obrigação de servi-lo.

A educação é o primeiro passo da humildade e o último passo da generosidade.

Fabrício Carpinejar.






quarta-feira, janeiro 29, 2014

#chatiada




Será que só quando eu morrer (ou me suicidar), meus poemas vão ser admirados, divulgados, virarão algo cult, "coisa de gênio", como aconteceu com quase todos os outros poetas?

Porque não sou louca nem burra, posso ter escrito umas bobagens, claro, mas tenho poemas realmente bons.

Será que é uma regra? 

Não é cool gostar de poemas escritos por alguém que ainda está vivo?

É isso?


Bjo,



Claudia.

quinta-feira, setembro 19, 2013

Music & Me





"Ó música... 
Em tuas profundezas depositamos nossos corações e almas. 
Tu nos ensinaste a ver com os ouvidos 
E a ouvir com os corações..." 

Khalil Gibran 








Bjo,


Claudia Fernandes.

Eu e o mundo.





Preciso dizer mais alguma coisa?


Bjo,


Claudinha.

Light X Darkness






Em tradução livre seria: 

"Ninguém se torna iluminado imaginando figuras de luz, mas tendo consciência da escuridão." 


                                                                                                                      Carl Jung.

Gênio!



Bjo,


Claudinha.

sexta-feira, setembro 02, 2011

Canção na plenitude - Lya Luft





Canção na plenitude - Lya Luft




Não tenho mais os olhos de menina

nem corpo adolescente, e a pele

translúcida há muito se manchou.


Há rugas onde havia sedas, sou uma estrutura

agrandada pelos anos e o peso dos fardos bons ou ruins.

(Carreguei muitos com gosto e alguns com rebeldia.)




O que te posso dar é mais que tudo

o que perdi: dou-te os meus ganhos.



A maturidade que consegue rir

quando em outros tempos choraria,

busca te agradar

quando antigamente quereria

apenas ser amada.




Posso dar-te muito mais do que beleza

e juventude agora: esses dourados anos

me ensinaram a amar melhor, com mais paciência

e não menos ardor, a entender-te

se precisas, a aguardar-te quando vais,

a dar-te regaço de amante e colo de amiga, e sobretudo força — que vem do aprendizado.





Isso posso te dar: um mar antigo e confiável

cujas marés — mesmo se fogem — retornam,

cujas correntes ocultas não levam destroços

mas o sonho interminável das sereias.






O texto acima foi extraído do livro "Secreta Mirada", Editora Mandarim







"Conheces o bom amigo com quem tu podes contar,

se além de sorrir contigo consiga também chorar."




Um excelente final de semana para todos.


Um beijo,


Claudinha.

segunda-feira, setembro 13, 2010

Boa semana!!


Segue o teu destino,
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De árvores alheias.

A realidade
Sempre é mais ou menos
Do que nós queremos.
Só nós somos sempre
Iguais a nós próprios.

Suave é viver só
Grande e nobre é sempre
Viver simplesmente.
Deixa a dor nas aras
Como ex-voto aos deuses.



Fernando Pessoa
Com essa bela poesia de Pessoa, considero iniciados os trabalhos da semana. :o)
Bjo,
Claudia.






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segunda-feira, junho 28, 2010

Pieces of love




"I don't love you as if you were the salt-rose, topaz
or arrow of carnations that propagate fire:
I love you as certain dark things are loved,
secretly, between the shadow and the soul.

I love you as the plant that doesn't bloom and carries
hidden within itself the light of those flowers,
and thanks to your love, darkly in my body
lives the dense fragrance that rises from the earth.

I love you without knowing how, or when, or from where,
I love you simply, without problems or pride:
I love you in this way because I don't know any other way of loving

but this, in which there is no I or you,
so intimate that your hand upon my chest is my hand,
so intimate that when I fall asleep it is your eyes that close."

Pablo Neruda





“Have you ever been in love?

Horrible isn't it?

It makes you so vulnerable. It opens your chest and it opens up your heart and it means that someone can get inside you and mess you up.

You build up all these defenses, you build up a whole suit of armor, so that nothing can hurt you, then one stupid person, no different from any other stupid person, wanders into your stupid life...

You give them a piece of you. They didn't ask for it. They did something dumb one day, like kiss you or smile at you, and then your life isn't your own anymore.

Love takes hostages.

It gets inside you. It eats you out and leaves you crying in the darkness, so simple a phrase like 'maybe we should be just friends' turns into a glass splinter working its way into your heart.

It hurts.

Not just in the imagination.

Not just in the mind.

It's a soul-hurt, a real gets-inside-you-and-rips-you-apart pain.

I hate love.”

Neil Gaiman



"I love you not only for what you are,
but for what I am when I am with you.

I love you not only for what you have made of yourself,
but for what you are making of me.

I love you for the part of me that you bring out.”


Roy Croft



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domingo, março 21, 2010

Um Mix Não Meu


Num dia talvez de tédio, meu amor - Júnior - relendo meus poemas, usou a sua criatividade, recortou alguns versos e fez este novo poema.



Para meu amor, Cacau, Claudinha, minha homenagem à afinidade mútua aos poemas hermosos e cósmicos e evolutivos.


Te amo.



Um Mix Não Meu



Divagava entre a fronte e o lábio
tendo a sua presença
sentindo o seu toque
o sorriso escondia lágrimas de tristeza
consigo enxergar seu mundo
compreendo a real sensação de amar
ganhando esse sorriso
as rugas mostravam preocupação com seu destino
como, sem tino, poderia ter pensamentos sábios?

Portanto, meu caro
nada mais falta para ganhar meu dia
sou tomada de rara e plena alegria
não permita que apenas uma parte
de um todo maior e que reside aí na sua consciência
controle seus passos e te mande, inerte, para Marte!



Obrigada. Adorei!


Bjo.



Claudia.




Os versos grifados foram retirados dos poemas abaixo:


Estranha Cidadã


Você em Mim


Superconsciência





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terça-feira, fevereiro 23, 2010

Why This World: A Biography of Clarice Lispector

Se você saca Inglês, ótimo. Se não, ponha no tradutor ao lado.



Why This World: A Biography of Clarice Lispector

by Benjamin Moser




Review-a-Day

Dying was seductive, a direct confrontation with an unknown so enormous it could never be captured in words. In one of her last interviews, given a year before she died, a television journalist asked if she felt "born and refreshed" each time she wrote a new work. The reporter must have wanted her to provide a cheerful narrative about her writing process, but her response was impassive and casually nonsensical. She never could commit to this kind of tale. 'For now I'm dead. We'll see if I can be born again. For now I'm dead," she repeated. "I'm speaking from my tomb.'" Rachel Aviv, The Nation (read the entire Nation review)

Synopses & Reviews

Publisher Comments:

"That rare person who looked like Marlene Dietrich and wrote like Virginia Woolf," Clarice Lispector is one of the most popular but least understood of Latin American writers.

Now, after years of research on three continents, drawing on previously unknown manuscripts and dozens of interviews, Benjamin Moser demonstrates how Lispector's art was directly connected to her turbulent life. Born amidst the horrors of post-World War I Ukraine, Clarice's beauty, genius, and eccentricity intrigued Brazil virtually from her adolescence. Why This World tells how this precocious girl, through long exile abroad and difficult personal struggles, matured into a great writer, and asserts, for the first time, the deep roots in the Jewish mystical tradition that make her both the heir to Kafka and the unlikely author of "perhaps the greatest spiritual autobiography of the twentieth century."

From Ukraine to Recife, from Naples and Berne to Washington and Rio de Janeiro, Why This World shows how Clarice Lispector transformed one woman's struggles into a universally resonant art.

Review:

"This pioneering biography of Brazilian writer Clarice Lispector (1920 — 1977) — a genius of character as much as a literary magician — captures the luminescent and singular author for an English-speaking audience that may not be familiar with her. She was born Chaya Pinkhasovna in 1921; soon after, her family left pogrom-torn Ukraine, arriving in Brazil in 1922. She became a law student seeking justice for prisoners and then a journalist, and in 1943, around the time of her marriage to a career diplomat, Lispector published her first book, the critically esteemed Near to the Wild Heart. The life of the roving diplomatic wife took its toll on the visionary and strikingly beautiful Lispector, who also had a longtime love for the homosexual poet Lcio Cardoso among others. One of her sons was diagnosed as schizophrenic, which further fostered Lispector's sense of isolation. Among her champions was Elizabeth Bishop, but Lispector remains under the Anglo-American literary radar. This well-researched biography by Moser, New Books columnist for Harper's, should send readers in search of this indescribable author, whose work in many ways is closer to cabalistic writing than to more contemporary modernists like Woolf, Kafka or Joyce. 37 b&w photos." Publishers Weekly (Copyright Reed Business Information, Inc.)


About the Author

Benjamin Moser is a regular contributor to The New York Review of Books, Harper's, and Conde Nast Traveler. He lives in the Netherlands.



Subtitle:A Biography of Clarice Lispector
Author:Moser, Benjamin
Publisher:Oxford University Press, USA
Subject:Literary
Subject:Lispector, Clarice
Subject:Women novelists, Brazilian - 20th century
Subject:Authors, Brazilian -- 20th century.
Copyright:2009
Publication Date:August 2009
Binding:Hardcover
Grade Level:General/trade
Language:English
Illustrations:Y
Pages:479
Dimensions:9.54x6.48x1.53 in. 1.91 lbs.




Ela merece.

sexta-feira, março 09, 2007

Se não for agora - quando?




Se não for agora - quando?

Não diga que é muito cedo, nem que é muito tarde,
ou que está escuro, é perigoso, muito alto, muito fundo, muito longe...

Não!

Se você não compreende o entusiasmo das escolhas que eu faço;
Se você não pode respeitar minhas loucuras e delícias;
se você não consegue me empurrar com amor e doçura para o miolo da Vida,
— não me segure, não me prenda, não me amarre.

Não tente me salvar de coisa alguma.
Não me afaste do que mais preciso.

Você tem a opção de testemunhar uma bela transformação,
ou de apenas fechar os olhos e dizer não.

Porque agora — agora é hora de voar,
é hora de abrir-me a todas as possibilidades.

Estou partindo em voo livre para dentro de mim!



Edson Marques



Esse texto é desconcertante...

E descreve exatamente meu momento.

Estou muito feliz - o que é raro há muito tempo - eufórica, animada, com esperança num futuro de novidade, de vida e arisca a possíveis amarras.

Hoje eu sei que tenho asas para voar.

E quero usá-las.




Bjin.



Música: Out of my book do Van Der Graaf Generator.

quarta-feira, julho 21, 2004

Uma pitada de sal, uma porção de magia, um naco de poesia


Posted by Hello

Uma pitada de sal, uma porção de magia, um naco de poesia

Os que acompanham os meus textos, aqui mesmo nesse espaço do Arte & Cultura, sabem que é um tema recorrente em minhas crônicas a denúncia da rotina e do cotidiano como impiedosos assassinos da poesia e da magia que se pode garimpar, ainda que com um pouco de esforço, paciência e dedicada atenção, aqui e ali, vida afora, mesmo em meio a esses nossos dias de automatismo e frêmito arrivista.

Nesses dias tão pródigos em cascalho, dejetos, joio e farelos, e tão pobres em cultura e arte/imaginação, o ato de buscar pérolas e alegrias, aqui e ali, agora, alhures e algures, pode parecer a alguns algo inútil. Porém, provecto garimpeiro que sou, asseguro-lhes que escrever sobre certos temas preciosos, e esse é um desses temas, nunca é demasiado. Isto posto, e no caso da sua concordância, caro leitor, sigamos em frente procurando, como sempre, em meio ao barro e ao cascalho dos dias, algo a reluzir. Vamos nessa, então?

Brenda e Jasmim apareceram para mim como fruto da magia do cinema, a partir de um DVD de R$9,90 (pouco mais de 3 dólares e pouco menos 3 euros, para os que estão mais alhures, em outras fronteiras – portanto, uma pechincha!). Brenda e Jasmim são duas personagens do filme Bagdá Café. Esse filme, esclarecendo para os que não o assistiram, foi cult na década de 1990 (ou terá sido 1980?) e conta a história de duas mulheres “abandonadas” pelos maridos – na verdade, as duas não foram propriamente abandonadas, mas, principalmente a irascível Brenda, para ser mais fiel aos fatos, escorraçaram seus homens, medíocres homens, de suas vidas.

Não conto mais detalhes do filme para não ser estraga-prazeres daqueles que ainda não o viram. Mas do encontro dessas duas mulheres, dessas duas realidades, dá-se um pequeno milagre. O milagre do encantamento entre seres humanos, tão diversos e solitários, encerrados em seus mundos. O milagre da amizade desinteressada, da magia, da compreensão, da tolerância, da solidariedade – preciosidades raras de se encontrar nos dias em que vivemos. A magia aqui não servirá como mera figura retórica, mas, de fato, no filme a mágica é um instrumento de encantamento e integração entre as pessoas. Jasmim descobre em meio a sua bagagem (na verdade, a bagagem do “ex”) uma caixa com pequenos truques de mágica de salão do tipo “faça você mesmo”. Para sobreviver, e encantar pessoas e serpentes, em meio a tanta diversidade, às vezes é previdente lançar mão de um pouco de mágica.

Um outro filme também tocante, e também muito bem feito e bem interessante, que tive o prazer de rever a pouco tempo é As Pontes de Madison (The Bridg of Madison Country – aquele com Clint Eastwood e Meryl Streep nos papéis principais. Mas nesse o ingrediente catalisador das transformações na vida das pessoas, no caso um casal de meia-idade, é o amor. O amor é, por natureza, subversivo e transformador, você sabe, nós sabemos.

O motivo de citar esses dois filmes é o de pura e simplesmente desejar compartilhar com vocês uma constatação curiosa que me veio à mente e que nem sempre é devidamente levada em consideração: o quanto as pessoas são capazes de, por elas próprias ou motivadas por um outro, operar pequenos milagres em suas vidas, quase sempre sufocadas por uma rotina modorrenta e sem viço.

Cabe aqui então algumas perguntas. Uma espécie de questionário que você responderá em pensamento, a si mesmo, portanto aqui não caberão mentiras, dissimulações e meias-verdades. O quanto de poesia e magia há na sua vida hoje? Quanto de desafio, novidade, criatividade e imaginação há no seu dia-a-dia? Você tem parado ultimamente para pensar em questões como essas? Será que a sua vida está mais para aquele arroz japonês, sem sal e tempero algum, o Gohan, ou está mais para uma suculenta lasanha ou macarronada, uma belíssima feijoada ou uma deliciosa moqueca de camarão?

É..., às vezes, estamos tão preocupados em viver a rotina, quase que como escravos, que esquecemos de por uma pitada de sal, digo, de poesia em nossas vidas. E a vida vai seguindo seu curso, assim meio que “no piloto automático”, meio que sem querer, sem nos darmos conta. Não é mesmo?

Quanto de poesia e magia há na sua vida hoje? Pense nisso! Quanto? Será que em quantidade e qualidade suficientes para não permitir que a sua alma fique insossa, desbotada, embotada por tantas tarefas, afazeres e responsabilidades acumuladas, por toda essa rotina sufocante e estressante que, muitas vezes, nos arrasta, arrasa e aniquila sem sequer percebermos?

Será que você tem se dado a oportunidade de fazer novas amizades? Quantas vezes, por exemplo, você já foi ao cinema ou ao teatro esse ano? Quantos espetáculos de música ou de dança terá assistido? Quantas taças de vinho ou champanhe terá tomado? Quantas embriaguezes prazerosamente experimentadas? Quantos sorrisos? Quantas gargalhadas daquelas bem gostosas? Quantos beijos embriagadores?

Há quanto tempo você não se dá um feriado e falta ao trabalho para, pura e simplesmente, ficar só, sozinho, sem fazer nada, curtindo um “ócio elegante”, ou mesmo uma pequena pausa para ir ao cinema com a esposa , com os filhos, com um(a) amigo(a)? Há quanto tempo você não faz amor bem gostoso com alguém – nem precisa ser com o amor da sua vida, que isso nem se sabe se existe mesmo, mas com alguém que você ame de fato ou por quem, pelo menos, tenha um enorme carinho e tesão. Há quanto tempo não ousa fugir, um pouco que seja, da rotina?

O quanto você tem refletido sobre o seu mundo? E sobre o mundo que lhe cerca!? O amor e a amizade têm permeado ou servido de alicerce para o(s) seu(s) relacionamento(s) com o(s) outro(s)? Quantas vezes você já disse ao seu pai, à sua mãe ou ao seu companheiro, ou companheira, o quanto os ama? Declare, sem pudor, o seu amor!

Declare!

Desculpe se lhe incomodo com tantas perguntas. É que, de repente, com o passar dos anos, com o passar da vida e dos filmes, a gente se dá conta de que são essas coisas que realmente importam na vida. E a gente perde tanto tempo correndo atrás de coisas sem importância e, muitas vezes, até de coisas as quais a gente nem sabe ao certo o que sejam, ou para o que servem, e por que, afinal, estamos há tanto tempo atrás delas.

Assista a mais filmes. Vá mais ao teatro. Leia mais livros, principalmente livros de poemas. Saia mais para jantar fora, para celebrar os dias. Vá mais ao campo, às praças. Olhe mais os pássaros e as flores. Faça mais amor. Cultive mais a amizade. Tenha mais fé, em Deus, mas, e principalmente, em você mesmo. Ponha mais poesia, sal e magia no seu dia-a-dia. E, não se esqueça, leia bons livros, assista a bons filmes, como Bagdá Café e As Pontes de Madison. Você verá as transformações que a arte é capaz de operar na vida da gente, de toda a gente.


Lula Miranda.



Eu li esse texto do Lula Miranda hoje num jornal que todos os dias recebo online.

Como sou fã do Lula, e como esse texto me comoveu tão profundamente, resolvi postá-lo.

Ele fala coisas tão lindas aqui que vale a pena ler...

É uma ode à delicadeza que está sendo esquecida pelas pessoas nos dias de hoje e que faz a total diferença, é o "sal" da vida..

Só acrescento a essa lista de filmes o Lost in Translation (Encontros e desencontros)... Muito lindo.


Bjo.



Música: The Rena Song do cd An Evening with John Petrucci & Jordan Rudess.

domingo, junho 13, 2004

Escuridão

Nas horas graves, os olhos ficam cegos; é preciso, então, enxergar com o coração.

Antoine de Saint-Exupery


Bjo.

Música: Cover my eyes do Marillion.

quarta-feira, junho 09, 2004

Saudade


Saudade.... Posted by Hello

“...Saudade é solidão acompanhada, é quando o amor ainda não foi embora, mas o amado já...

Saudade é amar um passado que ainda não passou, é recusar um presente que nos machuca, é não ver um futuro que nos convida...

Saudade é sentir que existe o que não existe mais...

Saudade é o inferno dos que perderam, é a dor dos que ficaram para trás, é ogosto de morte na boca dos que continuam...

Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade: aquela que nunca amou...

E esse é o maior dos sofrimentos: Não ter por quem sentir saudades, passar pela vida e não viver...

O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido.” Pablo Neruda


Amo Neruda. Ele parece que escreve exatamente o que eu penso.

Bjo.


Ouvindo Thorn in my pride junto c uma pessoa que está longe e de quem sinto muita saudade.

segunda-feira, junho 07, 2004

Mude - Edson Marques

Mude

Mude, mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade.

Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.

Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho, ande por outras ruas, calmamente,
observando com atenção os lugares por onde você passa.

Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os teus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.
Tire uma tarde inteira para passear livremente na praia, ou no parque,
e ouvir o canto dos passarinhos.

Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda.
Durma no outro lado da cama...
Depois, procure dormir em outras camas.
Assista a outros programas de tv, compre outros jornais...
Leia outros livros.

Viva outros romances.
Não faça do hábito um estilo de vida.


Ame a novidade.
Durma mais tarde.
Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua.

Corrija a postura.
Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes, novos temperos, novas cores, novas delícias.

Tente o novo todo dia.
O novo lado, o novo método, o novo sabor, o novo jeito, o novo prazer,
o novo amor.
a nova vida.

Tente.
Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.
Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes, tome outro tipo de bebida, compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa.

Escolha outro mercado...
Outra marca de sabonete, outro creme dental...
Tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.

Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes.

Troque de bolsa, de carteira, de malas, troque de carro, compre novos óculos, escreva outras poesias.

Jogue fora os velhos relógios, quebre delicadamente esses horrorosos despertadores.

Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros, visite novos museus.

Mude.
Lembre-se de que a Vida é uma só.
E pense seriamente em arrumar um outro emprego, uma nova ocupação,
um trabalho mais light, mais prazeroso, mais digno, mais humano.

Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as.
Seja criativo.

E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa, longa, se possível sem destino.

Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.

Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores do que as já conhecidas, mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia.
Só o que está morto não muda!

Repito por pura alegria de viver: a salvação é pelo risco, sem o qual a vida não vale a pena!!!!




Que lindo isso... E como também já dizia o velho Raul: "Prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo."

Se quiser ver a polêmica criada com o comercial da Fiat(q utilizou o texto do Edson) e um outro gringo já existente, vá até esse link: http://paginas.terra.com.br/noticias/semelhancas/


Bjo.


Música - The rest will flow do Porcupine Tree.
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Minha família

My kind of Spirit...


You are the elusive Night Spirit.
Your season is Winter, when the stars are bright and frost crystallizes the fallen leaves.
You are introspective, deep-thinking, and mysterious.
Everyone is intrigued and a little intimidated by you because you have an aura of otherworldliness.
You work in extremes, sometime happy, other times sad, but always creative and philosophical.
You are more concerned with the unseen, mystical, and metaphysical than the real world.
Night Spirits have a tendency to get lost in themselves and must be careful not to forget reality, but their imagination is limitless.