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Comecei a escrever no momento em que percebi que só pensar não mais me satisfazia.

Precisava transbordar todo aquele pensamento que só ao meu universo de idéias pertencia.

Hoje, escrevo por pura necessidade, por irresistível vício e por agradável teimosia.




Claudia Pinelli Rêgo Fernandes ®



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quinta-feira, agosto 14, 2014

R.I.P., Eduardo Campos.



Hoje trabalhei muito e, apesar de ter tido um dia excelente, não parei de pensar na tragédia com o Eduardo Campos.

Como a vida corpórea é efêmera, não é? E como insistimos em não assimilar isso.

Aqui em casa, ficamos muito tristes. Na verdade, chocados. Só falávamos sobre esse assunto.

Só Deus para consolar sua mãe, esposa, filhos e familiares.

Nesse momento, não importam lados, preferências, partidos, ideologias, lutas...

Creio que o Brasil inteiro esteja meio de luto.

Que ele descanse em paz.










Claudinha.

domingo, agosto 03, 2014

As I Lay Dying



Um dos filmes mais tristes, melancólicos e densos que eu já assisti. 

Baseado na obra de William Faulkner, traduz o suprassumo do drama, do início ao fim, sem tomar um fôlego sequer. 

Cada personagem possui uma dor própria, mesmo com um sofrimento em comum: a morte da matriarca e a saga da família para enterrá-la no local desejado em vida (certamente, por isso, o título em português é O último desejo).

A música é outro personagem da história. Melancólica e sublime. 

Gostei muito da direção de James Franco. Mostrou muito talento e sensibilidade.

Só quem já assistiu a esse filme, pode dizer que conhece, de fato, um verdadeiro drama.










Bjo,










Claudia.

sábado, julho 26, 2014

Gratidão





A Gratidão é um sentimento humano? 

Será?


Bjo,



Claudia.

Como justificar o injustificável?



Para quem quer justificar o massacre de Israel na Palestina com a "não aceitação de um cessar-fogo pelo Hamas":

Israel = Estado = Governo eleito democraticamente = representa o israelense = responde perante tribunais internacionais.

Hamas = um grupo (semelhante a um partido), fanático religioso, com um braço militar, que comanda, de forma tirana, uma região, a Faixa de Gaza. Não representa o palestino. Considerado por muitos como um grupo terrorista.

Dá para comparar as responsabilidades?





Bjo,




Claudia.

sexta-feira, julho 25, 2014

É sério, embaixador?



Como levar a sério um embaixador que, ao ter o ataque (desproporcional sim) do seu país contra a Palestina criticado por outro país (no caso, o Brasil), responde:

"Desproporcional foi levar de 7 a 1"??

Ele estava querendo levar humor ao assunto, já tão cruel e desumano, é isso?

Ou é apenas um imbecil mesmo?

Um EMBAIXADOR que compara ataques bélicos cujo poder letal tem ceifado a vida de crianças e mulheres a um jogo de futebol precisa ser exonerado por justa causa IMEDIATAMENTE.

Porque, né...





Bjo,



Claudia.

terça-feira, abril 29, 2014

Vai ter Copa!!



De repente, a França (que fez uma copa superfaturadíssima) fala mal do Brasil, a Alemanha (dos nazistas) vem e fala mal do Brasil, os EUA (das invasões, das guerras, de Guantánamo etc.) vêm e falam mal do Brasil. 

De repente, todos passaram a falar mal do Brasil, coincidentemente (?), agora, perto da Copa.

E muitos brasileiros caem na armadilha como pombinhos e repetem a mesma lenga-lenga dos gringos. E tome-lhe "imagine na copa", como se TODOS os problemas do Brasil tivessem surgido por causa do mundial.

Acorda, pessoal!

Boicotar a copa não vai mudar absolutamente nada no nosso país. O voto, talvez.

Por essas e outras, só para contrariar (às vezes, prefiro ser do contra mesmo) esses "poderosos", eu grito: 

Vai ter copa! E vai ser linda!

Bora Brasil!! 




Bjo,



Claudia.




Pare de falar abobrinha, leia: 

http://rvmais.com.br/mercado-tendencia/copa-mundo-2014-legado-eventos.html

domingo, abril 06, 2014

"Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é..."




Se existe uma coisa triste de se ver é alguém que tem, visivelmente, uma pessoa como modelo de conduta, de vida mesmo; segue, praticamente, os mesmos passos dela, e NUNCA assume isso, nem abre seu coração dizendo ou deixando isso claro para ela e para todos.

Meus modelos sabem que são meus modelos.

Minha mãe foi e sempre será um modelo maior, e demonstrei e venho demonstrando isso, clara e cotidianamente, a ela e a todos que me conhecem, até hoje.

Meu marido é a pessoa mais íntegra, honesta, decente, simples e bondosa que eu conheço. Ainda não tive o prazer de conhecer um ser humano mais próximo da perfeição do que ele. É o meu maior modelo vivo.

Meu irmão Nené é um modelo de conduta, de superação e sensatez que sigo e sempre deixo claro para ele e em público.

Meus irmãos Dinho e Jorge são modelos de generosidade, caráter e desprendimento material e, sempre que posso, tento segui-los. Eles também estão cientes disso.

Procuro mostrar sempre minha admiração por todos eles.

É libertador...






Bjo,

Claudia.

sábado, março 29, 2014

BFF



Os EUA estão mais amiguinhos da Arábia Saudita do que nunca. Mas eles sempre estão em boníssima companhia, não é?

Só para clarear, a Sharia Islâmica aprovou uma lei que permite a "poligamia", ou na teoria deles, os homens poderão se casar com várias esposas, inclusive com crianças de apenas 9 anos de idade, e poderão fazer sexo com elas, mesmo sem consentimento.

Agora está na Lei!

E você aí, preocupadíssimo se vai ter ou não vai ter copa!




Bjo,




Claudia.

quarta-feira, março 26, 2014

Redução da maioridade penal?





Aonde iríamos acabar com a bobagem da redução da maioridade penal...

Essa ilustração é tão clara!

O que essa mulher precisa é de educação para conseguir um emprego; de educação para poder ter e dar uma vida decente para os filhos; de educação para não ter tantos filhos; e de educação para exigir mais educação de qualidade para seus filhos, a fim de que este ciclo continue com os filhos deles.

Creio que, dessa forma, os menores infratores seriam minoria.

Mas do jeito que as coisas estão, esta criança já nasce fadada a uma vida de miséria, falta de esperança, e possivelmente, de crime.

E já que é preciso dar uma "resposta para a população", é muito mais fácil reduzir a maioridade penal, prender um monte de criança junto com adultos, do que investir, de forma séria, em Educação.

Quem se importa? Se seu filho tem cama, casa, comida, roupa lavada, escola boa e ainda tem o carinho dos pais...

Essas outras crianças que se danem!



Claudia Fernandes.





P.S.: Recomendo o documentário Ônibus 174, o filme  Última Parada 174 e a leitura desse artigo: http://www.revistaforum.com.br/blog/2014/03/em-rede-nacional-professora-desconstroi-aloysio-nunes-e-sua-reducao-da-maioridade-penal/#comment-15825 

Não enrole, fale...





"Se você falar com um homem numa linguagem que ele compreende, isso entra na cabeça dele. Se você falar com ele em sua própria linguagem, você atinge seu coração."



Nelson Mandela




Sempre pensei dessa forma, e por agir assim, quando, em um período de minha vida, lecionei para adultos no noturno, cheguei a ser criticada por colegas que acham super bacana falar difícil e, na verdade, não dizer absolutamente nada!

Só falo "difícil" quando preciso e se quiser.




Claudia Fernandes.

domingo, março 23, 2014

E ainda tem gente que bate palma para idiota!






"Nosso movimento é contra a corrupção”, diz Bruno Toscano Franco. 

Mas o fotógrafo também acredita que, 50 anos depois do golpe de 64, os militares deveriam ser chamados novamente a desempenhar um papel na arena política brasileira. 

“Defendemos a intervenção militar para que haja uma transição de governo", diz ele. 

As eleições marcadas para este ano não bastam para Franco. 

"Não temos confiança nas urnas eletrônicas.”



**************



Para mim, o problema nem são as marchas. Estamos numa democracia e elas devem ser permitidas. O pior é ter gente caindo feito patinhos nessa armadilha e apoiando um idiota que diz uma estupidez dessa:

Somos contra a corrupção, logo somos a favor da intervenção militar e contra as eleições democráticas. [sic]

Yes! 

Ele e seus 2 seguidores são um grande exemplo de "cidadãos de bem" (please, leiam sobre a KKK) muito mal intencionados!

Acordem!










Claudia.

sexta-feira, março 21, 2014

Eu quero é solução!




Eu não sou PT, não simpatizo imensamente com a Dilma (apesar de ser um dos milhões que admiram o Lula) e acho que falta muito ainda para eu me considerar uma companheira, mas diga aí, pergunta simples e direta: 

quem seria melhor que ela nesse momento? 

Aécio? Se Lula bebe, esse cheira e não é pouco, não! Filhinho de papai, candidato de um partido todo dividido, para dar continuidade à antiga elite de merda no poder? Tô fora!

Marina? Porra, com um vice como Eduardo Campos? Sério?

O regime militar? A ditadura? Nem vou comentar essa imbecilidade.

Ciro Gomes? Dependendo do programa atual e o vice escolhido, seria o único que eu ainda pararia para refletir, porque gosto dele.

Mas vamos lá, quero nomes com partido! E justificativas plausíveis. Não gritaria histérica de reacionários amargurados porque perderam a mamata. Nem rebeldia anárquica infantil de quem acha tudo uma merda, mas nunca dá alternativas boas para ela.

Quero que você me convença.

Aliás, falando nisso, que partido, até o dia de hoje, fez mais para o povo que precisa de verdade, povo esse esquecido por TODOS os outros governantes, povo esse que passava fome, não tinha a menor chance de chegar à universidade e que, por falta de escolas técnicas, não conseguia um emprego sequer? Hein?

Todos os governos fizeram alguma coisa, claro, mas nem de longe algo tão importante para quem realmente precisa do governo!

Pensar só individualmente e olhar para o próprio umbigo não vale.

Ainda não está bom, existem muitas coisas para serem corrigidas no país, gostaria muito de poder ver mais alternância no poder, mas com os presidenciáveis que estão disponíveis, infelizmente, a coisa pode piorar e muito!

Por isso, até que surja algo melhor, prefiro e fico com o time que está ganhando de pelo menos 1 a 0.

Apontem aí, por favor!

Porque, né? Criticar todo mundo sabe fazer e muito bem. Eu quero é solução...



Claudia Fernandes.

sexta-feira, fevereiro 14, 2014

Implosão do eu iludido



Neste exato momento de minha vida, tenho refletido muito sobre um tema super importante, mas que só tinha feito parte da minha trajetória de forma teórica e filosófica, nunca na esfera pessoal, nem por observação próxima.

Nasci numa família basicamente masculina. Eram 5 homens: meu pai e 4 irmãos e apenas eu e minha mãe de mulheres.

Os homens da minha família sempre amaram profundamente as mulheres e sempre tiveram um respeito imenso por elas.

Meu pai cuidava da minha mãe como uma joia rara e meus irmãos nos traziam flores sempre que chegavam da rua.

Escolhi um homem para casar que nem deve saber o que a palavra machismo significa, pois entre nós nunca houve a menor distinção nesse sentido, pelo contrário, ele sempre manteve comigo a maior cordialidade e respeito possíveis.

Nunca tive que conviver com esse problema na escola, nem na universidade, pois em Letras, os alunos eram, em sua grande maioria, mulheres; e em Direito era meio a meio, e as mulheres ainda conseguiam se sobressair.

Trabalhei em lugares onde não havia diferença entre os sexos na prática profissional.

Ou seja, é aquele assunto que você já leu, já discutiu (em tese) sobre ele, já o criticou ferrenhamente, mas nunca o vivenciou na pele.

Pois não é que depois de uma vida inteira, fui oficialmente apresentada a esse indigesto senhor?

E não poderia ter sido em um lugar mais inusitado: uma reunião de condomínio. Já detalhei esse fato em outro texto.

Para entender melhor o contexto, leia isso: Apelo-Desabafo



Neste momento, meu mundo tremeu. Pode até não ter sido o exemplo de machismo do mundo. Certamente não foi. Mas para mim, até ali, tinha sido o mais chocante.

Foi então que vislumbrei a terrível cena que tantas mulheres já tiveram o desprazer de presenciar.

Homens que acham que mulheres são seres inferiores, num condomínio de classe média alta, onde deveriam morar, supostamente, pessoas, pelo menos, esclarecidas, e o que é mais assustador, em pleno século XXI!

Homens que não admitem ser questionados por uma mulher (geralmente mais inteligente e culta do que eles) e que, por esse motivo, preferem as burrinhas e submissas.

O universo paralelo no qual eu vivia, implodiu em minutos. E só restaram questionamentos e desilusão (mea culpa).

Se fosse correto dizer que a homossexualidade é uma questão de escolha (no que não acredito, pois cada um é o que é), provocaria meus amigos gays dizendo que os entendia bem, pois homem é algo, realmente, prazeroso.

Mas que hoje, entendia bem mais minhas amigas lésbicas, pois tenho conhecido uns homens que são verdadeiros chutes no saco! (deles, é claro!)



E aí?


Alguma amiga teria um exemplo de machismo que tenha sofrido, assim, bem de perto?


Gostaria muito de saber, de verdade!


Os homens podem relatar alguma situação que tenham visto também, fiquem à vontade.




Bjo,





Claudia.

sexta-feira, janeiro 17, 2014

Qual o caminho?





O que eu penso, o que ele pensa ou o que você pensa sobre um assunto, isoladamente, não tem tanta importância assim.

Se eu pensar aqui, ele ali, e você aí, nossos pensamentos serão apenas meras abstrações, e não sairão da esfera intelectual.

Agora, se as ideias forem levadas para um debate, franco, organizado e respeitoso, com a finalidade de procurar caminhos para o problema central identificado, então passaremos do intelectual para o prático, e dessa forma, deixamos o abstrato e fincamos os pés no concreto, indo na direção de uma pacífica mediação de conflitos. 

Importante mesmo é esse debate entre os variados pensamentos, com respeito e civilidade entre os pensantes, para que, ao se tocar em questões consideradas melindrosas ou problemáticas, seja possível avaliar os fatos, descobrir intenções, discutir possibilidades, argumentar sobre o que não está tão óbvio e dialogar sobre os diferentes pontos de vista, de maneira racional e clara, sem rótulos ou preconceitos de qualquer espécie, para que assim, seja viável encontrar um caminho mais eficiente para uma razoável solução do assunto.

No dia em que começarmos a discutir, mesmo levando em alta consideração as nossas convicções pessoais (o que é algo natural, pois é muito difícil encontrar essa tal imparcialidade), somente os fatos e as ideias e pararmos de discutir pessoas, os diálogos serão muito mais ricos e proveitosos.

Quem sabe um dia?



Bjo,



Claudinha.

quarta-feira, novembro 20, 2013

Radicalismo? Não, parei.




Depois de algumas décadas de vida, cheguei à conclusão que o radicalismo é uma furada.

Reconheço que já fui muito radical, como qualquer adolescente/jovem.

Radicalismo na ideologia. Queria que todo mundo pensasse como eu. Hoje, deixo que pense o que quiser, apenas peço que respeite o que eu penso.

Radicalismo na política. Sempre fui de esquerda. Quem fosse de direita era trouxa. Hoje, apesar de tender para a canhota, já não estou muito certa do que é uma coisa nem outra. E estou me lixando para lados. Quero apenas eleger pessoas honestas e com algum compromisso.

Radicalismo sobre religião. Seguia o ateísmo de meu pai e considerava que quem acreditava em Deus era um tonto. Hoje, penso bem diferente e creio piamente numa força maior que eu. Mas respeito muito os ateus.

Radicalismo na questão do perdão. Se alguém me fazia um mal, guardava mágoa e sofria. Hoje, consigo perdoar quase tudo. Posso até não esquecer do ato em si, porque não tenho amnésia, mas não guardo mágoa de nada nem de ninguém. Afinal, IMHO, não é para mim que ele vai ter que se explicar. Isso confere mais leveza ao viver.

Radicalismo sobre o álcool. Não bebia e achava todo bebum um saco. Há algum tempo, bebo, muito raramente, é verdade, mas não me nego a tomar um drink de vez em quando, a rir muito e a me divertir com isso.

Radicalismo na música. Se a pessoa curtisse pagode ou funk, era babaca e pronto. Poxa, continuo a achar esse tipo de música horrível, mas cada um gosta da música que mais lhe aprouver. Vamos cada um curtir o que quiser, numa boa? E caso curta o mesmo que eu, vamos curtir juntos...

Radicalismo contra fumantes. Fugia de quem fumava e fechava a cara mesmo. Fumar era coisa de gente burra. Hoje fume o que quiser, só não jogue a fumaça na minha cara.

Teimava para convencer as pessoas dos meus gostos. E acreditava que, porque lia bastante, sabia mais que a maioria. Que mancada! Perseguia a perfeição como uma boa virginiana. Ou seja, chata pacar@%&!

Mas tudo isso ocorria quando eu ainda era uma menina. Hoje sou uma mulher.

Comecei a achar isso muito chato e, consequentemente, a não ter muita paciência com quem age assim. 

Acho um saco gente que quer saber mais do que todo mundo. Em casos raros, ainda me pego, como uma leoa, defendendo essa liberdade de cada um ser o que é e saber o que quer, mas quase sempre, consigo frear esse impulso e abstrair.

Dos meus radicalismos antigos, acho que só mantenho, conscientemente, a aversão pelo mau caratismo e o que se refere aos animais.

Não gosta de algo? Ok. Não precisa fingir para agradar. Afaste-se e pronto! Simples assim.

E entendo quem não cria um animal por este ou aquele motivo, mas repudio quem assume que não gosta de animais ou que os maltrata. 

Concordo com o Schopenhauer quando une as duas coisas numa frase: 

"A compaixão pelos animais está intimamente ligada à bondade de caráter, e pode ser seguramente afirmado que quem é cruel com os animais não pode ser um bom homem."

Esses radicalismos acho que vai me acompanhar até a morte.

Porque ninguém é perfeito.

quinta-feira, novembro 03, 2011

ANÁLISE SOCRÁTICA DOS TEMPOS ATUAIS




Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: "Não foi à aula?" Ela respondeu: "Não, tenho aula à tarde". Comemorei: "Que bom; então, de manhã, você pode brincar, dormir até mais tarde". "Não", retrucou ela, "tenho tanta coisa de manhã..." "Que tanta coisa?", perguntei. "Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina", e começou a elencar seu programa de garota robotizada.


Fiquei pensando: "Que pena", a Daniela não disse: "Tenho aula de meditação!" Estamos construindo super-homens e super-mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados.


Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito.


Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: "Como estava o defunto?". "Olha uma maravilha, não tinha uma celulite!"


Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa? A palavra hoje é "entretenimento"; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela.


Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: "Se tomar este refrigerante, vestir este tênis, usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!"


O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose. O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor.


Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, autoestima, ausência de estresse.


Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping Center.


É curioso: a maioria dos shoppings centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingo. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...


Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas.


Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno...


Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do Mc Donald...


Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: "Estou apenas fazendo um passeio socrático." Diante de seus olhares espantados, explico: "Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia:"- "Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz !"


Frei Betto






Perfeito!





Bjo,






Claudinha.

quarta-feira, outubro 19, 2011

Siga estas dicas:









1. Caminhem de 10 a 30 minutos todos os dias e sorria enquanto caminha.

2. Ore na intimidade com Deus pelo menos 10 minutos por dia, em segredo, se for necessário.

3. Escute boa música todos os dias. A música é um autêntico alimento para o espírito.

4. Ao se levantar de manhã, fale "Deus, meu Pai, Te agradeço por este novo dia".

5.Viva com os 3 "E": Energia, Entusiasmo e Empatia.

6.Participe de mais brincadeiras do que no ano passado.

7.Sorria mais vezes do que o ano passado.

8.Olhe para o céu pelo menos uma vez por dia e sinta a majestade do mundo que rodeia você.

9.Sonhe mais, estando acordado.

10.Coma mais alimentos que crescem nas árvores e nas plantas, e menos alimentos industrializados.

11.Coma nozes e frutas silvestres. Tome chá verde, muita água e um cálice de vinho ao dia. Cuide de brindar sempre por alguma das muitas coisas belas que existem em sua vida e, se possível, faça em companhia de quem você ama.

12.Faça rir pelo menos 3 pessoas por dia.

13.Elimine a desordem de sua casa, seu carro e seu escritório. Deixe que uma nova energia flua em sua vida.

14.Não gaste seu precioso tempo em fofocas, coisas do passado, pensamentos negativos ou coisas fora de seu controle. Melhor investir sua energia no positivo do presente.

15.Tome nota: a vida é uma escola e você está aqui para aprender. Os problemas são lições passageiras, o que você aprende com eles é o que fica.

16.Tome o café da manhã como um rei, almoce como um príncipe e jante como um mendigo.

17.Sorria mais.

18.Não deixe passar a oportunidade de abraçar quem você ama. Um abraço!

19.A vida é muito curta para você desperdiçar o tempo odiando alguém.

20.Não se leve tão a sério. Ninguém faz isto.

21.Não precisa ganhar cada discussão. Aceite a perda e aprenda com o outro.

22.Fique em paz com o seu passado para não estragar o seu presente.

23.Não compare sua vida com a dos outros. Você não sabe como foi o caminho que eles tiveram que trilhar na vida.

24.Ninguém está tomando conta da sua felicidade a não ser você mesmo.

25.Lembre que você não tem o controle dos acontecimentos, mas sim do que você faz deles.

26.Aprenda algo novo cada dia.

27.O que os outros pensam de você não é de sua conta.

28.Ajude sempre os outros. O que você semeia hoje, colherá amanhã.

29.Não importa se a situação é boa ou ruim, ela mudará.

30.O seu trabalho não cuidará de você quando você estiver doente. Seus amigos sim. Mantenha contato com seus amigos.

31.Descarte qualquer coisa que não for útil, bonita ou divertida.

32.A inveja é uma perda de tempo. Você já tem o que você precisa.

33.O melhor está ainda por vir.

34.Não importa como você se sente: levante, vista e participe.

35.Ame sempre com todo o seu ser.

36.Telefone para seus parentes freqüentemente e mande emails dizendo: Oi, estou com saudades de vocês!

37.Cada noite, antes de deitar, agradeça a Deus por mais um dia vivido.

38.Lembre que você está muito abençoado para estar estressado.

39.Desfrute da viagem da vida. Você só tem uma oportunidade, tire dela o maior proveito.

40.Passe esta mensagem a quem você gosta.



Bjo,



Claudinha.

quinta-feira, junho 02, 2011

O que se come em 1 semana em alguns lugares do mundo!

Vejam o tamanho da família, a dieta alimentar de cada país, a disponibilidade de alimentos e a despesa com comida, em 1 semana.



1 - Alemanha:

Família Melander de Bargteheide.

Despesa com alimentação em 1 semana: 375.39 Euros / $500.07 dólares.







2 - Estados Unidos da América:


Família Revis da Carolina do Norte.


Despesa com alimentação em 1 semana: $341.98 dolares.







3 - Italia:


Família Manzo da Sicília.


Despesa com alimentação em 1 semana: 214.36 Euros / $260.11 dolares.





4 - México:


Família Casales de Cuernavaca.


Despesa com alimentação em 1 semana: 1,862.78 Pesos / $189.09 dólares.





5 - Polônia:


Família Sobczynscy de Konstancin-Jeziorna.


Despesa com alimentação em 1 semana: 582.48 Zlotys / $151.27 dólares.






6 - Egito:


Família Ahmed do Cairo.


Despesa com alimentação em 1 semana: 387.85 Egyptian Pounds / $68.53 dólares.






7 - Equador:


Família Ayme de Tingo.


Despesa com alimentação em 1 semana: $31.55 dólares.






8 - Butão:


Família Namgay da vila de Shingkhey.


Despesa com alimentação em 1 semana: 224.93 ngultrum / $5.03 dólares.






9 - Chade:


Família Aboubakar do campo de refugiados de Breidjing.


Despesa com alimentação por semana: 685 Francos / $1.23 dólares.






Precisamos mesmo de tudo o que temos?







Bjo,



Claudinha.

terça-feira, janeiro 04, 2011

Governador headbanger quer o Wacken em Brasília


O governador Rogério Rosso discursa na Câmara Legislativa em sua posse (FOTO: ANDRPE DUSEK/AE)



Governador heavy metal quer o Wacken em Brasília

Marcelo Moreira

Um roqueiro fissurado por heavy metal tentando resgatar a credibilidade de um governo esfacelado por conta de múltiplas denúncias de corrupção. “O rock pesado ajuda a superar as dificuldades”, diz Rogério Schumann Rosso, 42 anos, que encerra seu mandato-tampão neste mês como governador do Distrito Federal.

Desde abril chefiando o Executivo brasiliense, ainda encontrou tempo para ir ao Wacken Open Air, o maior festival de metal do mundo, na Alemanha. “Fiquei maravilhado com a organização e com o empenho em fazer um evento gigantesco dar certo. Se tivesse mais tempo de mandato com certeza tentaria agendar uma edição brasileira do festival em Brasília já em 2011.”

Baixista, tecladista e guitarrista, Rosso ainda consegue de vez em quando reunir amigos em seu estúdio particular para fazer versões de bandas clássicas – é fã ardoroso de Dio, Whitesnake e Iron Maiden. Vez por outra cede sem custos o espaço para músicos brasilienses sem condições de bancar uma gravação profissional.

“Cresci ouvindo o que de melhor o rock produziu – Led Zeppelin, Deep Purple, Black Sabbath, Whitesnake, Dio – e quase me tornei músico profissional. Acho que levo jeito (risos)”, diz o governador nascido no Rio de Janeiro, autor de uma música em homenagem aos 50 anos de fundação de Brasília.


Os reflexos na área cultural em seu governo são evidentes, com mais espaço nos órgãos oficiais na divulgação de shows, exposições, peças de teatro e locais alternativos para exibição de filmes.

Quem já o viu em ação com um baixo ou guitarra na mão diz que Rosso manda bem. Antes de ser suplente de deputado federal e de assumir o governo distrital chegou a tocar em alguns lugares e divulgar trabalho próprio sob o nome de R. Schumann.

Bomba nas mãos

Hobby? Até pode ser em alguns momentos, mas o fato é que o governador usa a música para equilibrar o dia a dia pesado de uma administração pública destroçada por acusações de corrupção.

Ele substitui José Roberto Arruda (DEM), apeado do poder acusado de implantar uma versão brasiliense do mensalão que turvou a atuação da Câmara dos Deputados em 2005. Arruda, o vice-governador, secretários de governo e deputados distritais teriam recebido dinheiro de empresas interessadas em fazer negócios de forma escusas no Distrito Federal.

O ex-governador ficou 60 dias detido e acabou renunciando, o mesmo acontecendo com o vice e deputados distritais em condições de assumir o cargo.

Em uma articulação política inédita, teve seu nome apresentado à Câmara Distrital como candidato a governador-tampão entre abril e dezembro de 2010, fruto de uma ideia do deputado federal Tadeu Filippelli, do PMDB – partido de Rosso. O roqueiro recebeu 13 dos 24 votos dos deputados.

“É evidente que não é a melhor das condições para governar, mas assumi o desafio e creio que estou deixando uma situação bem melhor do Distrito Federal do que encontrei. A partir de janeiro começo a pensar no que vou fazer e onde procurar emprego”, diz o bem-humorado governador.

É possível que o governador eleito do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), se interesse por encampar a ideia de Brasília sediar uma edição sul-americana do Wacken Open Air? “Perfeitamente. O Queiroz é moderninho, é inteligente e sabe que um evento desta magnitude é benéfico para a imagem da cidade.”

E não titubeia ao bancar a capital federal como sede deste e de outros festivais internacionais de rock. “Brasília tem rede hoteleira de primeiro nível, assim como transporte e gastronomia de qualidade. Os investimentos que serão feitos para a Copa do Mundo de 2014 só vão melhorar o que já é bom. Se depender de mim Brasília terá o Wacken em breve.”






Fonte: O Estadão


Taí, um político com um diferencial considerável...

Stay heavy!!


Bjo,


Claudinha.

sexta-feira, outubro 22, 2010

Governo cria comissão para sustentabilidade de povos e comunidades tradicionais

Fotos: Internet/ Edição: Claudia Pinelli


Decreto será assinado sexta (22), no lançamento dos Encontros com as Culturas Populares e Identitárias

Grupos de pessoas que reivindicam seus territórios, tendo como referência sua ancestralidade e reconhecendo-se a partir de seu pertencimento. Este é o conceito para Povos e Comunidades Tradicionais, foco do decreto que o governador Jaques Wagner assina nesta sexta (22), às 19h, durante olançamento dos Encontros com as Culturas Populares e Identitárias, na Praça das Artes, Pelourinho. O decreto cria aComissão Estadual para a Sustentabilidade dos Povos e Comunidades Tradicionais (CESPCT), que atuará sob a presidência da Secretaria de Promoção da Igualdade (Sepromi).

A CESPCT terá a missão de coordenar a elaboração e implementação da Política e do Plano Estadual de Sustentabilidade do segmento no estado da Bahia. A ação tem suporte no Decreto Federal 6.040, que institui a política de mesma natureza em nível nacional. Quilombolas, indígenas, povos de terreiros, comunidades de fundo de pasto, ciganos, marisqueiras e pescadores estão entre os grupos reconhecidos nesse perfil social.

Entende-se por povos e comunidades tradicionais, aqueles que ocupam ou reivindicam seus territórios, tendo como referência sua ancestralidade e reconhecendo-se a partir de seu pertencimento, baseado na identidade étnica e na auto-definição. O segmento é caracterizado também por conservar suas próprias instituições sociais, econômicas, culturais e políticas, línguas específicas e relação coletiva com o meio ambiente. Tais fatores são considerados determinantes na preservação e manutenção de seu patrimônio material e imaterial, utilizando práticas, inovações e conhecimentos gerados e transmitidos pela tradição.

Sobre os Encontros

A Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) e a Fábrica Cultural lançam os Encontros com as Culturas Populares e Identitárias nesta sexta (22), às 19h, na Praça das Artes, Pelourinho. O evento reunirá manifestações culturais e artistas populares, além de pesquisadores e gestores do setor.

Os Encontros acontecem de 23 a 29 deste mês, no mesmo local, com apresentações, cortejos, shows, espetáculos e oficinas artísticas; além de debates sobre as políticas públicas, por meio de mesas temáticas com especialistas e rodas de prosa com Mestres das Culturas Populares.

O Ministério da Cultura patrocina a ação, que conta com o apoio do Governo do Estado da Bahia, através das secretarias de Promoção da Igualdade (Sepromi); de Educação (SEC); de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza (Sedes); do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre).


Fonte: Portal Secult Bahia


Para saber mais sobre o assunto das comunidades negras da Bahia, principalmente a de Tijuaçu, Disitrito de Senhor do Bonfim, leia o Artigo escrito por Carmélia Aparecida Silva Miranda



Bjo,



Claudinha.


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