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Comecei a escrever no momento em que percebi que só pensar não mais me satisfazia.

Precisava transbordar todo aquele pensamento que só ao meu universo de idéias pertencia.

Hoje, escrevo por pura necessidade, por irresistível vício e por agradável teimosia.




Claudia Pinelli Rêgo Fernandes ®



quarta-feira, fevereiro 10, 2010

Da minha precoce nostalgia


Da minha precoce nostalgia

Por Maria Sanz Martins



Quando eu for bem velhinha, espero receber a graça de, num dia de domingo, me sentar na poltrona da biblioteca e, bebendo um cálice de Porto, dizer a minha neta:

- Querida, venha cá... Feche a porta com cuidado e sente-se aqui ao meu lado. Tenho umas coisas pra te contar. E assim, dizer apontando o indicador para o alto:

- O nome disso não é conselho, isso se chama corroboração! Eu vivi, ensinei, aprendi, caí, levantei e cheguei a algumas conclusões. E agora, do alto dos meus 82 anos, com os ossos frágeis, a pele mole e os cabelos brancos, minha alma é o que me resta saudável e forte.

Por isso, vou colocar mais ou menos assim:

É preciso coragem para ser feliz. Seja valente. Siga sempre seu coração. Para onde ele for, seu sangue, suas veias e seus olhos também irão. E satisfaça seus desejos. Esse é seu direito e obrigação. Entenda que o tempo é um paciente professor que irá te fazer crescer, mas escolha entre ser uma grande menina ou uma menina grande, vai depender só de você. Tenha poucos e bons amigos. Tenha filhos. Tenha um jardim. Aproveite sua casa, mas vá a Fernando de Noronha, a Barcelona e a Austrália. Cuide bem dos seus dentes. Experimente, mude, corte os cabelos. Ame. Ame pra valer, mesmo que ele seja o carteiro. Não corra o risco de envelhecer dizendo "ah, se eu tivesse feito..."

Tenha uma vida rica de vida. Vai que o carteiro ganha na loteria - tudo é possível, e o futuro é imprevisível. Viva romances de cinema, contos de fada e casos de novela. Faça sexo, mas não sinta vergonha de preferir fazer amor. E tome conta sempre da sua reputação, ela é um bem inestimável. Porque sim, as pessoas comentam, reparam, e se você der chance elas inventam também detalhes desnecessários. Se for se casar, faça por amor. Não faça por segurança, carinho ou status. A sabedoria convencional recomenda que você se case com alguém parecido com você, mas isso pode ser um saco! Prefira a recomendação da natureza, que com a justificativa de aperfeiçoar os genes na reprodução, sugere que você procure alguém diferente de você. Mas para ter sucesso nessa questão, acredite no olfato e desconfie da visão. É o seu nariz quem diz a verdade quando o assunto é paixão.

Faça do fogão, do pente, da caneta, do papel e do armário, seus instrumentos de criação. Leia. Pinte, desenhe, escreva. E por favor, dance, dance, dance até o fim, se não por você, o faça por mim. Compreenda seus pais. Eles te amam para além da sua imaginação, sempre fizeram o melhor que puderam, e sempre farão. Cultive os amigos. Eles são a natureza ao nosso favor e uma das formas mais raras de amor.

Não cultive as mágoas - porque se tem uma coisa que eu aprendi nessa vida é que um único pontinho preto num oceano branco deixa tudo cinza.

Era só isso minha querida. Agora é a sua vez. Por favor, encha mais uma vez minha taça e me conte: como vai você?






Faço das palavras da autora as minhas.

E tenho dito.

Claudia Fernandes.






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quinta-feira, janeiro 07, 2010

Take me out tonight


Louise Brooks


So many people around me
People in the streets
People at work
People at home
People in my bed
People everywhere

So, why do I feel so alone?
Why this sensation inside of me?
A loneliness that never disappears
A solitude that looks like spears

An emptiness fills all spaces
Nothing seems everything
My body freezes in the heat
Clock is ticking out of beat


Empty like a vacuum
Alone as a hermit
Cold like an ice
Useless as an advice

Take me out tonight
Take me to another place
Where there is something new
something different of blue.




Claudia Fernandes





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sábado, dezembro 26, 2009

E por falar em Avatar...

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quarta-feira, dezembro 23, 2009

O criador de Avatar!

Você conhece Roger Dean?

Ele é um grande artista responsável por capas de álbuns clássicos de bandas de Rock Progressivo como Yes, Asia etc.

E James Cameron? Conhece?

Claro, né? O criador de Avatar!

Será??

Veja essas imagens criadas por Dean para o 1º álbum ao vivo do Yes chamado Yessongs, assista ao filme e me diga depois o que acha, ok?








De uma fã de Rock progressivo.





Bjo.






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quarta-feira, dezembro 09, 2009

E a saga continua...




Eu hesitei em escrever algo sobre esse assunto, mas cada vez que assistia ao filme Crepúsculo, e já foram 6 vezes (entre cinema e Telecine), sentia que estava deslumbrada. Por várias razões.

Logo que surgiu o hype em torno do filme, pensei: deve ser mais um blockbuster bobo para a gurizada como muitos outros.

Mas quando assisti à película, pude compreender o motivo dela suscitar tanta paixão.

Como todo mundo, eu também fui adolescente. E a minha adolescência foi extremamente marcante para mim. Fui uma menina reservada, tímida, me sentia estranha, deslocada, era rebelde, mas gostava de ler, de música e de... Vampiros. Sempre tive um ar deprê e vivia imersa em uma atmosfera meio sombria, de viagens próprias que não podia dividir com ninguém. Crepúsculo me levou de volta para esse período de minha vida. Podia ser facilmente uma Bella Swan. E isso me comoveu.

Apesar de não trazer nada de novo em termos de temática, e deixar a desejar no que se refere às atuações, o filme é demasiadamente inovador no que se refere à narrativa e ainda muito mais no quesito visual.

As imagens são deslumbrantes e conseguiram por vezes me transportar da sala de cinema para aqueles cenários escuros, vertiginosos, idílicos. Fui levada de volta a esse tempo em que era apenas uma menina cheia de sonhos. Para mim, voar abraçada a um menino inteligente, culto, lindo, estranho, atormentado, que estava apaixonado por mim e que ainda era um vampiro soava como algo saído das minhas mais caras fantasias.

Sem falar no clima sensual que exala das cenas. Os personagens ficam bem próximos, conversam por horas, mas quase não se beijam, não se tocam. Sempre num jogo de sedução delicioso que não existe mais nos dias de hoje. A sedução pelo que o outro fala, por aquilo que ele sabe mais que você ou vice versa. E que fascina, de fato.

Gostei também dos personagens principais serem inteligentes, estudiosos, cultos, o que geralmente não acontece em outros filmes adolescentes. Isso é um modelo positivo, na minha opinião. É muito bom ver garotos falando sobre símbolos matemáticos, sobre música classica e não apenas sobre carros, rap e grifes.

Enfim, adorei tudo em Crepúsculo, inclusive a trilha, talvez por esse apelo emocional que me toma durante todas as vezes em que vejo o filme.

Recomendo para quem ainda não viu.




P.S. Fiquei sabendo que a autora, Stephenie Meyer, tinha outros atores em mente para seus personagens.



Emily Browning como Bella Swan.


Henry Cavill como Edward Cullen


Charlie Hunnam como Carlisle Cullen


Mary-Louise Parker como Esme Cullen


Rachael Leigh Cook como Alice Cullen


Trent Ford como Jasper Hale


Tom Welling como Emmett Cullen


Olivia Wilde como Rosalie Hale



Se fosse antes de ver o filme, eu diria:

"Realmente este elenco seria bem melhor. Tem mais a ver."

Mas depois de assistir e virar uma admiradora, não sei se trocaria ninguém, mesmo sendo fã de Charlie Hunnan.




Claudia Fernandes






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segunda-feira, dezembro 07, 2009

Um anjinho!!!

Veja que fiiguraça esse Charlie.

De "angel" não tem nada.










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quarta-feira, novembro 25, 2009

Mudanças



Estou numa fase iluminada de minha vida.

Começo a me me recuperar, de alguma forma e na medida do possível, da dor dilacerante do desencarne de minha mãe.

Saí da sala de aula e agora estou trabalhando ainda com Educação, mas no setor jurídico, isto é, atuando na Sindicância e Processo Administrativo Disciplinar na Secretaria de Educação. Está sendo uma surpresa boa, pois apesar de nunca ter me seduzido pelo Direito Administrativo, estou gostando muito de trabalhar nessa área. Delegada feelings, talvez.

Cidade nova, casa nova, trabalho novo, pessoas novas, amigos novos, costumes novos. Vida nova, afinal. E assim como é visível tudo de bom que vem junto com o novo, também fica latente tudo de mais aterrorizante que é intrínseco às novidades que aparecem na nossa vida.

A partir de uma mudança tão radical como essa, passo a confirmar que nada é só bom, ou só mau. Essa visão maniqueísta está totalmente ultrapassada. Tudo pode ter um lado bom E um lado mau.

A cidade não tem um "Bompreço", um cinema, facilidades de cidade grande, mas, em compensação, não existe engarrafamento.

Minha casa aqui não é perto da praia (e quem se importa), mas tem uma vista para uma cordilheira deslumbrante.

Meu trabalho não me dá algumas vantagens como antes, mas trabalho com ar condicionado, tenho minha própria sala, mesa e PC com Internet.

No dia em que trabalho à tarde também, almoço em casa e ainda cochilo! Nunca fiz isso antes. Devo dizer que isso é um luxo para poucos.

Os costumes são completamente diferentes. O ritmo é outro. Tudo aqui é em câmera lenta. E na primeira semana, TODOS já sabiam quem éramos, de onde viéramos e o que faríamos na cidade! Eu fiquei chocada com isso. Mas se o Homem não for capaz de se adaptar às diferenças, qual é a graça?

Porém em um aspeto, na verdade amalgamado com o citado anteriormente, pois costumes são originados de pessoas, isso mostra a teoria comentada de uma forma assaz contundente. As pessoas daqui conseguem ser hospitaleiras, prestativas e ao mesmo tempo mal educadas, grossas, fofoqueiras, de honestidade um pouco duvidosa até, e para piorar, levam qualquer comentário sobre qualquer coisa sempre para o lado pessoal (isso me deixa irritada!).

Partindo daí, quando tenho que trabalhar redigindo documentos, peças ou outras coisas, sozinha, está tudo bem. Quando preciso lidar com algumas dessas figuras, e algumas bem difíceis, fico inevitavelmente estressada. Não gosto de ter que me explicar a cada comentário meu mostrando que nada é pessoal, mas em tese. Chato demais.

Mas como disse acima, nada é bom Ou mau. Tudo tem, no mínimo, dois lados. Essa característica, por exemplo, ao mesmo tempo que me irrita, me fez aprender a lidar com um tipo de gente com o qual não estava acostumada. E isso é, de fato, um belo aprendizado.

Portanto, se me pedissem para fazer um balanço da minha nova vida, diria, sem medo, que as vantagens sobrepõem as desvantagens, com certeza.

Ainda bem.

Porque se assim não o fosse, já estaria planejando a minha volta retumbante.




Claudia Fernandes


P.S. Só para lembrar, toda essa teoria está baseada em dados de amostragem, pois não tem como generalizar.




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sábado, novembro 14, 2009

Do you love me?



Apenas uma simples pergunta:

Do you love me?






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Minha família

My kind of Spirit...


You are the elusive Night Spirit.
Your season is Winter, when the stars are bright and frost crystallizes the fallen leaves.
You are introspective, deep-thinking, and mysterious.
Everyone is intrigued and a little intimidated by you because you have an aura of otherworldliness.
You work in extremes, sometime happy, other times sad, but always creative and philosophical.
You are more concerned with the unseen, mystical, and metaphysical than the real world.
Night Spirits have a tendency to get lost in themselves and must be careful not to forget reality, but their imagination is limitless.