Assistindo ao LollaPalooza, fiquei pensando aqui com meus botões (?)...
O legal de festivais é ver a diversidade que eles podem proporcionar e as várias faixas etárias que abrangem.
Vi artistas que achei fracos, ex.: Ellie Goulding; uns bem mais ou menos, como o Vampire Weekend (achei que era um cover do Paralamas); artistas novos (Arcade Fire) e antigos (Pixies) bons ou muito bons, mas que nãoconseguem e que já não conseguiam me tocar; e bandas que me fizeram voltar no tempo e me emocionar, como Johnny Marr tocando There is a light that never goes out lembrando sua antiga banda, The Smiths, e New Order com Bizarre Love Triangle.
E fiquei elocubrando...
Música é a coisa mais fantástica que existe. Algo mágico mesmo, sem discussão.
Quando era adolescente e chorava ao ouvir The Smiths ou gritava Sunday, Bloody Sunday bem alto, eu sempre ouvia (embora também amasse as bandas mais antigas) dos meus irmãos que ouviam Led Zeppelin, Rolling Stones, Black Sabbath, Ten Years After, Bob Dylan etc.: "Que merda! Vá ouvir rock que preste, Claudinha."
Que raiva que dava!
Música ou toca, atinge o emocional, remexe lá no fundo de verdade ou serve apenas para diversão, para dançar...
Só não dá para exigir que esse alvo seja o mesmo em todo mundo.
Se eu tivesse um filho que gostasse, por exemplo, de Ellie Goulding, e por mais que eu a achasse, chatinha, mais preocupada com o cabelo do que com o show, nunca o desrespeitaria, dizendo a ele que aquele som é ruim. Se ele canta junto e se emociona, é preciso respeitar isso, porque é um assunto muito sério.
Possivelmente, The Smiths ou U2, ou tantas outras bandas, cujos shows me arrebatam até hoje, não fariam o menor sentido para ele e o deixariam inerte.
Ou não.
Quem poderá saber?
Bjo,
Claudia.