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Comecei a escrever no momento em que percebi que só pensar não mais me satisfazia.

Precisava transbordar todo aquele pensamento que só ao meu universo de idéias pertencia.

Hoje, escrevo por pura necessidade, por irresistível vício e por agradável teimosia.




Claudia Pinelli Rêgo Fernandes ®



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quinta-feira, julho 10, 2014

Definitivamente




Definitivamente

Não sou o tipo de pessoa de quem se diria: 

"Adoro! Ela é uma fofa, simpática, pacífica, tão sociável! Super boazinha... Até acordou cedo!"

Não, não sou dessas. Nunca fui.

Sou difícil, exigente e cheia de manias estranhas e que me pertencem e me definem.

Mas, em compensação, sou o tipo de pessoa que, quando todos os sociáveis e bonzinhos somem, está lá firme, cede seu ombro, seu tempo, sua atenção e lhe dá todo o apoio possível, honesto e silencioso, quando você mais precisa.

Sem plateias, sem espetáculos. Quase sempre, na escuridão das madrugadas. Apenas eu e o outro.

Eu e uma amiga.

Eu e um cachorro.

Eu e um parente.

Eu e um cavalo.

Eu e um gato.

Sim, sou dessas.

E desagrado aqueles que percorrem o caminho da ostentação e de diálogos cheios de palavras sociáveis faladas ao vento.

Meu jeito simples e direto assusta alguns, mas me serve de filtro para atrair os que valem a pena.

Sou dessas. 





Claudia Fernandes.

Mãe é quem cria!

Quando uma mãe chimpanzé que vivia num zoológico morreu, um dos funcionários levou o chimpanzé bebê para casa a fim de cuidar dele. 

Nunca pensou que sua cadela, que tinha dado à luz recentemente, iria adotar o chimpanzé como um de seus filhotes, mas foi o que aconteceu.

A julgar pelo seu olhar, às vezes, ela fica meio confusa a respeito de como esta descendência em particular tem mãos para pegá-la. :)




































É um retrato de amor incondicional. Algo para pensar.

Mãe é quem cria.


Bjo,



Claudia.

domingo, abril 06, 2014

Amizade.




Sempre acreditei nisso e venho me arriscando há bastante tempo, às vezes, pagando um preço bem alto.

Pelo menos, vivo em paz com minha consciência, aquilo que, verdadeiramente, tem mais importância para mim.

E costumo dizer: desconfie de quem só bate palmas para você, o tempo todo. O nome disso não é amizade.



Bjo,



Claudia.

domingo, março 16, 2014

As vantagens de ser invisível





Cada época, eu tenho um filme que vira meu xodó e ao qual posso assistir mil vezes. Rir mil vezes. Chorar mil vezes... 

E ainda assim não enjoar.

O mais recente está passando agora no TC Pipoca! 

As Vantagens de ser Invisível. (The Perks of being a Wallflower)

É como se contassem minha história, mas nem sei que personagem eu seria, porque poderia ser qualquer uma.

Adoro.



"We can be heroes just for one day..."

Yes, we can, David.




"I feel infinite."

Me too, Charlie.




Bjo,



Claudia.

quarta-feira, janeiro 29, 2014

Complemento da terapia...




Um dia, num bate papo na casa dele, um amigo disse uma coisa que me fez refletir.

Ele me disse que eu era uma pessoa que questionava tudo ao meu redor (inclusive a mim mesma), que não acreditava em nada sem muita investigação e que levava um debate até a exaustão, extraindo o máximo do meu interlocutor para só assim poder me convencer.

E que, por isso, não era um tipo de pessoa facilmente compreendida, uma vez que as pessoas geralmente terminam levando esses debates para o lado pessoal, o que é um equívoco.

Refleti bastante sobre o assunto e cheguei à conclusão de que ele matou a pau! 

Numa conversa, mergulho fundo em cada fala para chegar o mais próximo possível de uma constatação que seja só minha. 

Quase sempre faço o papel de advogada do diabo, só para ver a opinião contrária na sua forma mais genuína, cercada de emoção.

Essa característica pessoal termina sendo meu filtro. Amigos como ele, que reconhecem a beleza de um diálogo franco e civilizado, deixo que permaneçam sempre por perto, os que não aguentam essa pressão, deixo que sigam longe de mim, na paz...







Bjo,










Claudia.

segunda-feira, julho 24, 2006

Falsos Amigos...



Os falsos amigos


Um sinal de maturidade é não compactuar com falsos amigos. Não é preciso agredi-los, basta distanciar-se ou dar sinais inequívocos da inexistência de intimidade.

João Soares Neto

Dizia Mark Twain que são necessárias duas pessoas para uma calúnia prosperar: “um inimigo caluniador e um amigo para contar a história”. Quem conta não é amigo. Twain errou. Quem conta são os falsos amigos. Quase todos têm falsos amigos. É uma praga universal tão velha quanto a história da humanidade. Há muito dos sete pecados capitais nas relações de falsa amizade. O mais visível deles é a inveja. Os falsos amigos invejam o que imaginam que o outro tem, muitas vezes, sem ter. Idealizam a pessoa invejada e tornam-na alvo de seus petardos, frutos de sua própria pequenez e não da suposta grandeza do outro.

Há, entre várias, uma característica própria dos falsos amigos: a encenação. Os amigos têm gestos, discretos, velados até. Os falsos amigos são ruidosos, expansivos e supostamente fervorosos. Ou até agridem porque nada sabem fazer sem alardes.

Há livros e mais livros tratando das relações de amizade; uns as abordam de forma pueril, como se fora uma coisa maravilhosa, outros as vêem com desconfiança e, ainda, há os que não acreditam em amizades.

Penso que não é bem assim. Há amigos verdadeiros que fazemos ao longo de nossas vidas e permanecem ao nosso lado em todas as ocasiões; e há amizades circunstanciais que se desvencilham pelas próprias mudanças de estados de espírito e civis, de lugar, de trabalho e da nova forma que, em determinado instante, passamos a ver o mundo e as pessoas.

Há gente boa, íntegra e capaz que, por razões várias, não nos diz mais respeito. Apenas isso. Passam a faltar o sal e a naturalidade no falar. Para amigo não se procuram palavras, elas brotam e têm a naturalidade do falar de uma criança. Se você fala de forma estudada com uma pessoa, provavelmente essa pessoa não será sua amiga. O sal da amizade é o clima que transforma as coisas mais pueris em conversas sem fim, em bem-estar, ao sentir que o outro tem algo a ver conosco, mesmo que pense de forma totalmente diferente. Aliás, amigo verdadeiro não é um prolongamento dos nossos pensamentos, é um ser soberano que compartilha idéias, mas não alguém que nos bajula, agride ou serve.

O amigo é uma espécie de espelho em que nos vemos, pois as suas reações mostram o que estamos fazendo de certo e errado. Mas é preciso saber se o espelho está refletindo um amigo ou um falso amigo, pois muitos são fingidores e, por serem assim, perdem a própria identidade e o que se vê no cristal é um disfarce ou uma visão destorcida.

Um sinal de maturidade é não compactuar com falsos amigos. Não é preciso agredi-los, basta distanciar-se ou dar sinais inequívocos da inexistência de intimidade. Desconfie dos que lhe afagam ou agridem, elogiam ou a todos criticam e procuram ser íntimos, ao mesmo tempo em que transmitem estórias, fofocas e mazelas sobre amigos comuns. Na primeira oportunidade, farão o mesmo com você.





Excelente! É exatamente a minha visão de amizade.


Concordo em gênero e número.


Acho até que sou um pouco mal interpretada justamente por ser assim, verdadeira demais.

E como as pessoas estão tão acostumadas com pessoas falsas ao lado, não conseguem entender o meu jeito de ser e de viver, que para muitos seria muito sincero e verdadeiro...


Prefiro ser assim, pois as pessoas podem me chamar de tudo, de dura, de fechada, de mal humorada (quando não me conhecem de verdade), de antipática até, mas de falsa, NUNCA.


E isso para mim, já é um alívio.



Bjos para meus verdadeiros amigos.


Música: Somewhere only we know da banda Keane.

terça-feira, outubro 04, 2005

Lost in my inner darkness...


Inner Darkness by Claudia Fernandes. Posted by Picasa

Entre Amigos

1.

É belo guardar silêncio juntos.
Ainda mais belo sorrir juntos.
Sob a tenda do céu de seda.
Encostado ao musgo da faia.
Dar boas risadas com os amigos.
Os dentes brancos mostrando.

Se fiz bem, vamos manter silêncio.
Se fiz mal... vamos rir então.
E fazer sempre pior,
Fazendo pior, rindo mais alto
Até descermos à cova.

Amigos! assim dever ser?
Amém! E até mais ver!

2.

Sem desculpas! Sem perdão!
Vocês contentes, de coração livre,
Queiram dar, a estas escritas irrazoáveis,
Ouvido, coração e abrigo!
Creiam, amigos, a minha desrazão...
Não foi para mim uma maldição!

O que eu acho, o que eu busco...
Já se encontrou em algum escrito?
Queiram honrar em mim os tolos!
E aprender, com esta escrita insana,
Como a razão chegou... "à razão"!

Então, amigos, assim dever ser?
Amém! E até mais ver!

Nietzsche



Estava pensando como certas pessoas aparecem em minha vida de repente.

De repente é só a chegada, pois é permanente a sua existência em mim.

Umas ficam para sempre... Embora algumas delas prefiram não estar tão presentes. "Normal"...

Será que meu jardim está suficientemente regado e florido, para que eu consiga atrair essas borboletas para perto de mim e fazê-las, de alguma forma, felizes?

Espero que sim...

Isso tudo me fez lembrar de uma música linda do Radiohead:

Thinking About You

Been thinking about you,
Your records are here,
Your eyes are on my wall, your teeth are over there.
And I’m still no one, and you're my star,
What do you care?

Been thinking about you,
But there’s no rest,
Should I still love you, still see you in bed.
But I’m playing with myself, what do you care?
When the other men are far, far better.

And all the things you’ve got,
All the things you’ll need.
Who bought you cigarettes?
Who bribed the company to come and see you honey?

I’ve been thing about you,
And there’s no rest,
Should I still love you, still see you in bed?
But I’m playing with myself, what do you care?
When the other men are far, far better.

Been thinking about you,
Your records are here,
Your eyes are on my wall, your teeth are over there,
But I’m still no one, and your my star,
What do you care?

And all the things you’ve got,
All the things you’ll need,
Who bought you cigarettes?
Who bribed the company to come and see you... play...

Been thinking about you...

Bjo.

Música: Thinking about you do Radiohead.
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Minha família

My kind of Spirit...


You are the elusive Night Spirit.
Your season is Winter, when the stars are bright and frost crystallizes the fallen leaves.
You are introspective, deep-thinking, and mysterious.
Everyone is intrigued and a little intimidated by you because you have an aura of otherworldliness.
You work in extremes, sometime happy, other times sad, but always creative and philosophical.
You are more concerned with the unseen, mystical, and metaphysical than the real world.
Night Spirits have a tendency to get lost in themselves and must be careful not to forget reality, but their imagination is limitless.