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Comecei a escrever no momento em que percebi que só pensar não mais me satisfazia.

Precisava transbordar todo aquele pensamento que só ao meu universo de idéias pertencia.

Hoje, escrevo por pura necessidade, por irresistível vício e por agradável teimosia.




Claudia Pinelli Rêgo Fernandes ®



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quarta-feira, janeiro 08, 2014

O Quebra-nozes e eu...





Estou assistindo a'O Quebra-nozes no +Globosat e fico lembrando que quando era pequena, sempre tive o sonho de ganhar um soldadinho de chumbo.

Sonhava acordada e até dormindo mesmo.

E durante muito tempo, acreditei, sem a menor dúvida, que havia ganho um...

Hoje, já não sei se ganhei um boneco na realidade ou se fiz do meu sonho algo real na minha fantasia.




Bjo,


Claudinha.

sexta-feira, setembro 20, 2013




Sério mesmo, tenho total convicção de que sou bem mais feliz sendo uma pessoa sentimental, às vezes até infantil, do que uma arrogante e pretensiosa. 

Gosto de falar palavrão, de roquenrou ou qualquer outra música que me emocione, de animais, poesia, fotografia, maquiagem, esmaltes, de conversar, rir das minhas bobagens, de Arnor Fernandes e dos amigos mais legais, da simplicidade sofisticada, de autenticidade, mesmo com um preço bem alto a pagar, e ainda choro de saudade da minha mãe... 

Detesto quem não trata as pessoas de igual para igual, quem não gosta de bicho, quem quer parecer rico, ou inteligente quando, na verdade, não é.

Quase esqueci de dizer que adoro flores, incenso e velas...




Bjo,



Claudia Fernandes.

quarta-feira, novembro 14, 2012

De repente, deu vontade de escrever.




De repente, deu vontade de escrever. 

Não por estar me sentindo bem ou em um momento fofo de minha vida, mas pelo contrário, estou passando por uma crise de depressão peso médio que se não posso chamar de "A pior da minha vida", também tem seus méritos sombrios de fazer tremer os mais incautos.

Como estou trabalhando em casa, isso, creio eu e meu psy, ajudou a iniciar um período de calmaria que foi se transformando em uma completa incapacidade de me mexer, de tomar iniciativas, de querer sair da cama, uma imobilidade sem fim.

Minha vida se tornou torrar dinheiro online na Sephora com perfumes, ver filmes e lutas da UFC na Sky, ler uma Vogue inteira em um dia, me aninhar com meus bichinhos e otras cositas mais sem a menor importância. Nem internet me interessa mais. Estou achando tudo tão chato e sem graça na rede. Tenho entrado tão pouco e saio bem rápido.

Só me alegro e saio dessa imobilidade atroz quando meu amor e fiel escudeiro, Júnior, está por perto. Não sei bem, mas muito mais por causa dele do que de mim.
Trabalho e faço tudo isso de madrugada, durmo o dia inteiro e quando a noite chega e com ela, Júnior, faço um pouco de conta que nada está acontecendo.

Acabei de me mudar para uma casa muito bacana, com jardim, piscina, banheira de hidromassagem e o escambal. Decorei-a todinha do meu jeito e, modéstia à parte, ficou lindinha. Até ganhei um carro novo. Ufa! 

Nunca fui a maior defensora da felicidade vazia, da ditadura da alegria, do "Está tudo ótimo". Mas cadê aquela pouca alegria que estava aqui? A disposição que eu tinha?

Sumiu. Não consigo encontrar. Nem uma sombra delas.

Quando minha mãe faleceu, ouvi muitas pessoas dizerem: "Com o tempo, melhora. Você vai seguir com sua vida." Acreditei. De verdade.

Mas quanto mais o tempo passa, sinto que minha vida perdeu o sentido, a motivação para tudo que eu fazia. Porque eu fazia tudo só esperando para ouvir a opinião dela.

Esse vazio não passou. Não melhorou, só piora. Não há uma trégua.

Sinto a falta dela, física mesmo.

Sou espiritualista, sei que ela não morreu, que hoje é um espírito, que deve estar bem, pois era uma pessoa maravilhosa em vida, sei disso tudo. Blá, blá, blá... Mas a falta é física, não tem nada de espiritual nisso. A dor que essa falta faz também. 

Ela não era apenas minha mãe. Ela era minha melhor amiga e confidente, para quem eu ligava 3, 4 vezes por dia para contar as novidades. Minha voz emudeceu.

Por exemplo, não faço questão de curtir meu carro, porque não posso levá-la para passear...

Decorar uma casa para mostrar a quem?

Espero que seja uma fase como algumas outras que já passaram por mim.

E que amanhã seja um novo dia. Sem escuridão, tristeza ou indiferença com a vida que me foi dada. Mas com luz, alegria e principalmente, vontade de sair, ver o sol, sorrir, chorar de emoção, enfim, de viver.


Bjo,



Claudinha.

terça-feira, outubro 04, 2011

Identificação imediata!!




Eu me identifiquei horrores e você, se identificou também?


Bjo,


Claudinha.

segunda-feira, julho 05, 2010

Sobe o som!!

Um tributo ao Dio, com Jörn Lande, uma das mais belas vozes atuais:





Concorda??

Bjo,


Claudia Pinelli.




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À flor da pele...



Existe cena do cinema mais linda e ao mesmo tempo tão triste?

Não me canso de ver, de chorar, de me emocionar com essa poesia em forma de imagem cinematográfica.

Cena do filme As Pontes de Madison (The Bridges of Madison County) com Meryl Streep e Clint Eastwood.


Já escrevi sobre esse filme antes:


Calmaria




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quarta-feira, junho 30, 2010

Sempre uma mulher...

Desde a primeira vez que vi esse vídeo, senti uma enorme saudade de minha mãe:

A mulher!



Tente não chorar!


Bjo,


Claudia.




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quarta-feira, novembro 25, 2009

Mudanças



Estou numa fase iluminada de minha vida.

Começo a me me recuperar, de alguma forma e na medida do possível, da dor dilacerante do desencarne de minha mãe.

Saí da sala de aula e agora estou trabalhando ainda com Educação, mas no setor jurídico, isto é, atuando na Sindicância e Processo Administrativo Disciplinar na Secretaria de Educação. Está sendo uma surpresa boa, pois apesar de nunca ter me seduzido pelo Direito Administrativo, estou gostando muito de trabalhar nessa área. Delegada feelings, talvez.

Cidade nova, casa nova, trabalho novo, pessoas novas, amigos novos, costumes novos. Vida nova, afinal. E assim como é visível tudo de bom que vem junto com o novo, também fica latente tudo de mais aterrorizante que é intrínseco às novidades que aparecem na nossa vida.

A partir de uma mudança tão radical como essa, passo a confirmar que nada é só bom, ou só mau. Essa visão maniqueísta está totalmente ultrapassada. Tudo pode ter um lado bom E um lado mau.

A cidade não tem um "Bompreço", um cinema, facilidades de cidade grande, mas, em compensação, não existe engarrafamento.

Minha casa aqui não é perto da praia (e quem se importa), mas tem uma vista para uma cordilheira deslumbrante.

Meu trabalho não me dá algumas vantagens como antes, mas trabalho com ar condicionado, tenho minha própria sala, mesa e PC com Internet.

No dia em que trabalho à tarde também, almoço em casa e ainda cochilo! Nunca fiz isso antes. Devo dizer que isso é um luxo para poucos.

Os costumes são completamente diferentes. O ritmo é outro. Tudo aqui é em câmera lenta. E na primeira semana, TODOS já sabiam quem éramos, de onde viéramos e o que faríamos na cidade! Eu fiquei chocada com isso. Mas se o Homem não for capaz de se adaptar às diferenças, qual é a graça?

Porém em um aspeto, na verdade amalgamado com o citado anteriormente, pois costumes são originados de pessoas, isso mostra a teoria comentada de uma forma assaz contundente. As pessoas daqui conseguem ser hospitaleiras, prestativas e ao mesmo tempo mal educadas, grossas, fofoqueiras, de honestidade um pouco duvidosa até, e para piorar, levam qualquer comentário sobre qualquer coisa sempre para o lado pessoal (isso me deixa irritada!).

Partindo daí, quando tenho que trabalhar redigindo documentos, peças ou outras coisas, sozinha, está tudo bem. Quando preciso lidar com algumas dessas figuras, e algumas bem difíceis, fico inevitavelmente estressada. Não gosto de ter que me explicar a cada comentário meu mostrando que nada é pessoal, mas em tese. Chato demais.

Mas como disse acima, nada é bom Ou mau. Tudo tem, no mínimo, dois lados. Essa característica, por exemplo, ao mesmo tempo que me irrita, me fez aprender a lidar com um tipo de gente com o qual não estava acostumada. E isso é, de fato, um belo aprendizado.

Portanto, se me pedissem para fazer um balanço da minha nova vida, diria, sem medo, que as vantagens sobrepõem as desvantagens, com certeza.

Ainda bem.

Porque se assim não o fosse, já estaria planejando a minha volta retumbante.




Claudia Fernandes


P.S. Só para lembrar, toda essa teoria está baseada em dados de amostragem, pois não tem como generalizar.




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segunda-feira, junho 08, 2009

Nesse mood...

Estou nesse mood esses dias...



Gerard Butler(Irlandês) no filme P.S. I love you.




Eu nunca estive nos verdes campos e nos belos lagos da Irlanda. Nunca. E, no entanto, sou irlandesa em espírito, me embriago nos pubs mais acolhedores de minha vida, canto as pop songs mais melancólicas do mundo e penso que um dia poderia, junto com você, mudar o planeta.



Eu, Molly. Você, Gerry. Tal como na comédia romântica “P.S. I love you”, que revi na madrugada passada na tevê e que me deixou com saudade do que fui um dia. Confesso, chorei (um choro bom, tranquilo, duas lágrimas e um copo de vinho branco para aquecer). E bateu vontade de ouvir “Love you ’till the end”, com The Pogues. E foi o que eu fiz.



O filme nos fala de amor. De vida e morte. E tudo isso me interessa muito. Apesar do ato de vir ao mundo (e de partir) ser solitário – essa é uma das verdades da vida, estamos todos juntos nisso, baby. Eu aqui. Você aí. Mas juntos em pensamento e alma.



Todo mundo merece ser feliz – é o que eu penso. Mas devemos estar preparados para o dia da despedida, pois tudo que é dourado acaba um dia. E temos que seguir em frente, mesmo que seja preciso fazer um grande sacrifício.


Em público, nós fingimos – cada um cria um personagem. Sozinhos, sentimos saudade do personagem que deixamos lá fora.





**************************************




Para Ken Blackmore from Ireland.






Claudia Fernandes





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Adaptação feita por Claudia Fernandes do texto de Zeca Ribeiro

domingo, maio 24, 2009

Uma flor para a maior delas...




Uma linda flor no aniversário da mais linda de todas e que não está mais aqui do meu lado.

Para você, minha melhor amiga, minha mãe, minha amada...


Meu tudo.



Um beijo.



Claudinha.










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segunda-feira, fevereiro 23, 2009

Velhos não tão velhos carnavais...

Para mim, carnaval sem essas músicas abaixo e algumas outras não pode ser chamado de carnaval. Mas isso é apenas um gosto pessoal. Ou não tem gente que gosta de músicas como:

NO VAI E VEM MAMÃE
NO VAI E VEM MAMÃE
NO VAI E VEM E VEM QUE EU TAMBÉM VOU

???


Clique no pause da playlist do blog e no play desta.

Enjoy it!








Espero que perceba a diferença...



Claudia.






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sexta-feira, novembro 07, 2008

Esqueça o passado, se for capaz...




O vazio me toma por completo
As coisas teimam em não fazer muito sentido


Choro

Quando penso na vida, Nela, em mim, na saudade, choro



Oro

Para pedir que uma força divina, espiritual, angelical, venha me dar a mão, oro



Quando sinto que a qualquer momento,
vai ecoar da minha garganta,
ou um grito de dor,
ou só um surdo lamento
vejo que meu auto-controle é um traidor,
e já não mais vivo, na verdade
claro para mim é que sem Ela
o vazio impera
e eu aqui perdida,
implorando
tolamente
pela mais curta espera.



Tenho vergonha de assumir,
talvez por medo ou covardia
mas o que realmente queria
era pedir socorro
porém socorro para quem?
quem pararia sua vida para me ajudar?
pois, apesar de "bem de saúde" estar
e mesmo lutando com todas as minhas forças
solitariamente,
ao invés de esperar o socorro
sinto que pouco a pouco,
eu também morro.


Claudia Fernandes









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quarta-feira, outubro 15, 2008

Minha luz, meu amor, meu tudo.




Sei que não está aqui perto de mim fisicamente, mas também sei que esse "fisicamente" é tão limitado, não é?

Tenho a mais clara certeza de que sempre estará comigo, do meu lado, me ouvindo contar as minhas coisas, as novidades quentinhas para você, pois sei que estará me ouvindo e sussurrando no fundo da minha alma algo carinhoso ou bem humorado, suas marcas registradas.

Mãe, você foi a minha maior desculpa para viver, pois sempre vivi para te ver feliz. Meu amor por você já dura várias vidas e sei que ainda durará muitas outras porquanto estamos ligadas pelo amor puro.

Apesar da dor inenarrável, resta o consolo de que você está bem, se recuperando, para assim recomeçar seu eterno trabalho baseado na fé e na caridade, ajudando espíritos que necessitam de ajuda.

E se hoje sei que nasci(bem atrasada, por sinal) para mudar a sua vida, transformar uma mulher que vivia sozinha entre 1 marido e 4 filhos, todos homens, sem muita oportunidade, numa mulher que saiu para batalhar e trabalhar fora já com 50 anos, se essa era minha missão, todas as discussões que tive com quem quer que seja, sendo sempre considerada a ovelha negra, a rebelde, e assim fazer de você uma mulher livre, com seu salário, sua autonomia, valeram muito a pena. E fico muito feliz.

Tento fazer homenagens a sua altura, mas sempre acho que ficam sempre muito, mas muito aquém de tudo o que você representou para mim.

Mas como sua simplicidade é marcante, sei que serei desculpada.

Um beijo, meu amor..

E até breve.


Sua única filha.

Claudinha



MyHotComments.com






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terça-feira, outubro 14, 2008

It`s exactly how I`m feeling now...



"Employed" by Beverly Rollwagen, from She Just Wants. © Nodin Press.


Employed

She just wants to be employed
for eight hours a day.
She is not interested in a career;
she wants a job
with a paycheck and free parking.
She does not want to carry a briefcase filled
with important papers to read after dinner;
she does not want to return phone calls.
When she gets home,
she wants to kick off her shoes
and waltz around her kitchen singing,



"I am a piece of work."




Genial!



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segunda-feira, outubro 06, 2008

Luto!





Minha mãe faleceu hoje, às 6;30 h da noite.


O enterro será amanhã, às11 h da manhã, no cemitério Bosque da Paz.


Não estou triste, porque sei que agora ela está realmente livre de todo tipo de sofrimento, e que a vida que ela procurou levar enquanto estava presa em seu envoltório carnal me assegura que somente bons espíritos e seu anjo guardião vieram buscá-la para então ter a felicidade de reencontrar seus entes queridos que a precederam nesta viagem.


Mas a saudade ainda me consome e tenho plena certeza de que será muito difícil não chorar em certos momentos.


Mas resta o consolo de que algum dia, mais cedo ou mais tarde, nós nos reencontraremos, pois o amor que eu tinha por essa mulher e o que ela tinha por mim são eternos e nenhuma separação momentânea irá abater ou mesmo me desencorajar em acreditar nesse futuro que nos aguarda.


Minha mãezinha e amiga querida, até logo!


Beijos agradecidos por tudo que você me deu de amor, educação, valores, etc, por tudo que significou em termos de mulher e mãe, e que representou no que se refere a uma inabalável probidade e correção moral, enfim, meu único e eterno modelo a seguir.



Saudades eternas.



Terezinha Pinelli Machado Rêgo



24/05/1933 __________ 05/10/2008



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quarta-feira, setembro 21, 2005

Tristeza X Alegria


Stunned by Claudia Pinelli Rêgo Fernandes

Hoje é um dia meio estranho para mim.

Estou meio triste e meio alegre. Fui levar meu irmão Jorge até o Aeroporto junto com minha mãe, Júnior, meu outro irmão, Dinho e minha cunhada, Regi.

Jorge acabou de viajar para Espanha onde ele vai estudar e trabalhar, enfim, morar por um tempo e tentar uma vida nova.

Ele não vai ficar sozinho, pois meu sobrinho Jorgito, filho dele, mora em Barcelona também. Portanto, terá um apoio todo especial lá.

Ele adora conhecer lugares novos, é um curioso da cultura mundial, e vai amar viajar pela Europa. Esse é o lado bom, a metade alegria.

Já deixei de viajar para vários lugares, já recusei algumas bolsas por não ter a coragem necessária para deixar minha família. Nós somos muito apegados um ao outro e não conseguimos viver muito tempo longe. É uma ligação inexplicavelmente forte. Por isso, sei bem a força que ele teve que fazer para tomar essa decisão.
Esse tipo de controle "subliminar" é muito ruim, eu sei, mas hoje nós conversamos sobre isso, e vimos que é natural da família, não é nada pensado, arquitetado, fazer o quê?
Meu irmão tem uma ligação fortíssima com minha mãe, e ter essa iniciativa e a coragem de efetivá-la já faz dele um vencedor. Lá dentro estou orgulhosa de sua atitude.

A saudade já é enorme. Não poder vê-lo, falar com ele, levar Mila para ficar e brincar com ele, ter as discussões acaloradas com ele, enfim, isso tudo vai fazer uma falta muito grande. E esse é o lado ruim, a metade tristeza da viagem.

Mas o tempo vai cicatrizar essa ferida ainda aberta. Eu sei disso. Só me resta esperar.

Alea jacta est!

Boa viagem e boa sorte, meu irmão!

Bjo.

Música: A million miles away de Rory Gallagher.

quarta-feira, junho 30, 2004

Calmaria


Posted by Hello

Os dias têm demorado tanto a passar...

Talvez deva ser essa minha falta de sono, sei lá.

Estou meio perdida com e no tempo.

Não consigo dormir e mesmo assim tenho que trabalhar...

Acho que não estou me saindo tão bem como costumava no trabalho, estou faltando às aulas de Ioga, passo horas ouvindo minhas músicas down, fico mais tempo do que deveria em frente ao computador, lendo mil coisas, perdida na rede.

Alguma coisa precisa acontecer comigo, urgentemente. Não sei o que, só sei que precisa. Para me sacudir. Estou entrando num estado de letargia que está começando a me preocupar...

Assisti a um filme no People & Arts ao qual já tinha assistido umas 5 vezes: As Pontes de Madison (The Bridges of Madison County). A coisa mais linda... Amo esse filme. De uma sensibilidade e delicadeza inacreditáveis.

E por coincidência, o tema do filme é justamente essas coisas que acontecem na nossa vida para mostrar que estamos vivos e que somos capazes de viver momentos lindos, mesmo que inexoravelmente passageiros.

Passageiros por falta de coragem de torná-los permanentes.

E para consolar essa covardia, fica a dúvida de que talvez não fossem tão lindos se não tivessem sido dessa forma.

Paradoxal, né? Triste também. Mas creio que a beleza está justamente aí...


The Gathering - Saturnine

The day you went away
You had to screw me over
I guess you didn't know
All the stuff you left me with
Is weight too much to handle
But I guess you don't care

You don't need to preach
You don't have to love me, all the time

Whatever on Earth possessed you
To make this bold decision
I guess you don't need me
While whispering those words
I cried like a baby
Hoping you would care

You don't need to preach
You don't have to love me, all the time

You don't have to preach
All the time


É isso.

Bjo.

Música: Saturnine do The Gathering.

quarta-feira, junho 09, 2004

Saudade


Saudade.... Posted by Hello

“...Saudade é solidão acompanhada, é quando o amor ainda não foi embora, mas o amado já...

Saudade é amar um passado que ainda não passou, é recusar um presente que nos machuca, é não ver um futuro que nos convida...

Saudade é sentir que existe o que não existe mais...

Saudade é o inferno dos que perderam, é a dor dos que ficaram para trás, é ogosto de morte na boca dos que continuam...

Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade: aquela que nunca amou...

E esse é o maior dos sofrimentos: Não ter por quem sentir saudades, passar pela vida e não viver...

O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido.” Pablo Neruda


Amo Neruda. Ele parece que escreve exatamente o que eu penso.

Bjo.


Ouvindo Thorn in my pride junto c uma pessoa que está longe e de quem sinto muita saudade.

terça-feira, junho 08, 2004

Lost souls


Lost souls Posted by Hello

Só depois de postar textos e fotos de outras pessoas, resolvi escrever o que penso, o que sinto, enfim, algo meu, o que já poderia ter sido feito antes, mas acabei não fazendo. E ainda assim, é sobre um fato que aconteceu com uma outra pessoa.

Mas tudo bem, é algo que considero interessante, e além de tudo, muito atual.

Podem-se conhecer muitas pessoas através desse mundo virtual e louco que é a Internet.

No começo, parecia uma loucura aquilo tudo, mas até por isso mesmo, tornava-se cada dia mais intrigante esse mundo desconhecido e o mistério que o rondava...

Conhecem-se pessoas que já desapareceram desse mundo virtual, que nunca mais foram vistas, conhecem-se pessoas que desde o primeiro dia até hoje ainda se encontram, e com isso, acabam tornando-se amigas, pessoas que não se encontram sempre, mas que mesmo assim, pela profundidade das conversas e pela coincidência das personalidades e interesses, também são consideradas como amigas, e por fim, aquelas que se conheceram muito recentemente.

Quero me ater a essas últimas. Na verdade, a uma em especial, que surgiu na vida dessa pessoa, há muito pouco tempo.

Não faz nem um mês, esta amiga conheceu uma pessoa que lhe surpreendeu muito com sua inteligência, cultura, sensibilidade, carinho, atenção para com ela, bom gosto musical, o que significa ser muito parecido com o dela, claro; sempre dizia as palavras certas nas horas certas, enfim, daquelas pessoas que você pensa: Poxa, será que existe mesmo? Será que é real? Que não faz isso só para me impressionar?

E você passa a acreditar mesmo, de verdade... Começa a ver que é possível existir alguém assim, que uma pessoa pode ser rara e especial como você nunca tinha imaginado antes. E que não é coisa de Internet, é real...

Concluindo: um sonho.

Mas com o tempo, como em todo sonho que se preze, a magia acaba quando você acorda...


E percebe que todo aquele sentimento que nasceu, existia apenas dentro da aura onírica. E que apesar desta pessoa continuar sendo tudo o que foi citado acima e de fazer jus a todas as qualidades mencionadas, não passava de um reflexo do que foi projetado nela desde o início. Logo, ela (a pessoa) não tem culpa de nada. Na verdade, não se pode falar em culpa, quando se fala de sentimento.

E, além disso, havia outros obstáculos para que esse sentimento não fluísse como deveria. Problemas pessoais (uma terceira pessoa), emocionais e topográficos, de ambos os lados. Fatos mal ou não resolvidos.

A vida, o destino, “Deus”, seja lá o que for, não deve ter planejado que essas duas almas se encontrassem, ou que ao menos pudessem ter a oportunidade de se olhar nos olhos e sentir a pele uma da outra.


É, meus caros...

Triste? E como...

Mas o que fazer, não é?

“Ces’t la vie!” É isso...

Nem tudo nessa vida acontece como queremos, não é mesmo?

O único consolo, se é que se pode ter algum numa hora dessas, é que uma dessas almas não está totalmente perdida como a outra. Ela tem alguém para ajudá-la nas horas difíceis. Alguém que a ama, e que como pôde ser percebido, também é amado.

E só me resta torcer para que ela consiga ter de volta a paz no coração, e encontre alguém interessante o suficiente para esquecer essa outra pessoa. Ou que então, algo de fantástico que às vezes nos acontece, ocorra na vida dessas almas, isto é, que elas se encontrem. Porque, na minha opinião, elas merecem.

Super subjetivo o texto, não é? Desculpe, mas foi necessário. Não tinha como deixar muito óbvio.


Bjo.

Música - Love is blind de David Coverdale.

segunda-feira, junho 07, 2004

Golden Sunset


Golden Sunset by Daniel Koralek Posted by Hello



Gostaria muito de um dia poder contemplar um pôr-do-sol dourado como esse.

Desse mesmo ângulo. rs.

Bjo.

Música - Sunset do Eloy.
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My kind of Spirit...


You are the elusive Night Spirit.
Your season is Winter, when the stars are bright and frost crystallizes the fallen leaves.
You are introspective, deep-thinking, and mysterious.
Everyone is intrigued and a little intimidated by you because you have an aura of otherworldliness.
You work in extremes, sometime happy, other times sad, but always creative and philosophical.
You are more concerned with the unseen, mystical, and metaphysical than the real world.
Night Spirits have a tendency to get lost in themselves and must be careful not to forget reality, but their imagination is limitless.