________________________________


Comecei a escrever no momento em que percebi que só pensar não mais me satisfazia.

Precisava transbordar todo aquele pensamento que só ao meu universo de idéias pertencia.

Hoje, escrevo por pura necessidade, por irresistível vício e por agradável teimosia.




Claudia Pinelli Rêgo Fernandes ®



Mostrando postagens com marcador Solidão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Solidão. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, novembro 14, 2012

De repente, deu vontade de escrever.




De repente, deu vontade de escrever. 

Não por estar me sentindo bem ou em um momento fofo de minha vida, mas pelo contrário, estou passando por uma crise de depressão peso médio que se não posso chamar de "A pior da minha vida", também tem seus méritos sombrios de fazer tremer os mais incautos.

Como estou trabalhando em casa, isso, creio eu e meu psy, ajudou a iniciar um período de calmaria que foi se transformando em uma completa incapacidade de me mexer, de tomar iniciativas, de querer sair da cama, uma imobilidade sem fim.

Minha vida se tornou torrar dinheiro online na Sephora com perfumes, ver filmes e lutas da UFC na Sky, ler uma Vogue inteira em um dia, me aninhar com meus bichinhos e otras cositas mais sem a menor importância. Nem internet me interessa mais. Estou achando tudo tão chato e sem graça na rede. Tenho entrado tão pouco e saio bem rápido.

Só me alegro e saio dessa imobilidade atroz quando meu amor e fiel escudeiro, Júnior, está por perto. Não sei bem, mas muito mais por causa dele do que de mim.
Trabalho e faço tudo isso de madrugada, durmo o dia inteiro e quando a noite chega e com ela, Júnior, faço um pouco de conta que nada está acontecendo.

Acabei de me mudar para uma casa muito bacana, com jardim, piscina, banheira de hidromassagem e o escambal. Decorei-a todinha do meu jeito e, modéstia à parte, ficou lindinha. Até ganhei um carro novo. Ufa! 

Nunca fui a maior defensora da felicidade vazia, da ditadura da alegria, do "Está tudo ótimo". Mas cadê aquela pouca alegria que estava aqui? A disposição que eu tinha?

Sumiu. Não consigo encontrar. Nem uma sombra delas.

Quando minha mãe faleceu, ouvi muitas pessoas dizerem: "Com o tempo, melhora. Você vai seguir com sua vida." Acreditei. De verdade.

Mas quanto mais o tempo passa, sinto que minha vida perdeu o sentido, a motivação para tudo que eu fazia. Porque eu fazia tudo só esperando para ouvir a opinião dela.

Esse vazio não passou. Não melhorou, só piora. Não há uma trégua.

Sinto a falta dela, física mesmo.

Sou espiritualista, sei que ela não morreu, que hoje é um espírito, que deve estar bem, pois era uma pessoa maravilhosa em vida, sei disso tudo. Blá, blá, blá... Mas a falta é física, não tem nada de espiritual nisso. A dor que essa falta faz também. 

Ela não era apenas minha mãe. Ela era minha melhor amiga e confidente, para quem eu ligava 3, 4 vezes por dia para contar as novidades. Minha voz emudeceu.

Por exemplo, não faço questão de curtir meu carro, porque não posso levá-la para passear...

Decorar uma casa para mostrar a quem?

Espero que seja uma fase como algumas outras que já passaram por mim.

E que amanhã seja um novo dia. Sem escuridão, tristeza ou indiferença com a vida que me foi dada. Mas com luz, alegria e principalmente, vontade de sair, ver o sol, sorrir, chorar de emoção, enfim, de viver.


Bjo,



Claudinha.

quinta-feira, janeiro 07, 2010

Take me out tonight


Louise Brooks


So many people around me
People in the streets
People at work
People at home
People in my bed
People everywhere

So, why do I feel so alone?
Why this sensation inside of me?
A loneliness that never disappears
A solitude that looks like spears

An emptiness fills all spaces
Nothing seems everything
My body freezes in the heat
Clock is ticking out of beat


Empty like a vacuum
Alone as a hermit
Cold like an ice
Useless as an advice

Take me out tonight
Take me to another place
Where there is something new
something different of blue.




Claudia Fernandes





Visite também: Visit also:

Prosaicos Poemas

quarta-feira, setembro 30, 2009

Meditar é o caminho!








Esse vídeo (dividido em 3 partes) é a palestra de um monge budista - nascido na França - chamado Matthieu Ricard, em que ele fala sobre a busca pela felicidade e como a meditação pode encurtar esse caminho.

Vale a pena ver e rever para aprender.



Bjo,




Claudia Fernandes.






Visite também: Visit also:

Prosaicos Poemas

sexta-feira, novembro 07, 2008

Esqueça o passado, se for capaz...




O vazio me toma por completo
As coisas teimam em não fazer muito sentido


Choro

Quando penso na vida, Nela, em mim, na saudade, choro



Oro

Para pedir que uma força divina, espiritual, angelical, venha me dar a mão, oro



Quando sinto que a qualquer momento,
vai ecoar da minha garganta,
ou um grito de dor,
ou só um surdo lamento
vejo que meu auto-controle é um traidor,
e já não mais vivo, na verdade
claro para mim é que sem Ela
o vazio impera
e eu aqui perdida,
implorando
tolamente
pela mais curta espera.



Tenho vergonha de assumir,
talvez por medo ou covardia
mas o que realmente queria
era pedir socorro
porém socorro para quem?
quem pararia sua vida para me ajudar?
pois, apesar de "bem de saúde" estar
e mesmo lutando com todas as minhas forças
solitariamente,
ao invés de esperar o socorro
sinto que pouco a pouco,
eu também morro.


Claudia Fernandes









Visite também:


Prosaicos Poemas

quarta-feira, junho 09, 2004

Anjo triste


Anjo triste Posted by Hello

I better be quiet now - Elliot Smith

Wish you gave me a number
Wish I could call you today,
Just to hear a voice.
I got a long way to go
Getting further away.

If I didn’t know the difference,
Living alone would probably be ok.
It wouldn’t be lonely.
I got a long way to go
Getting further away.

A lot of hours to occupy it was easy
When I didn’t know you yet,
Things I’d have to forget.


But I better be quiet now,
I’m tired of wasting my breath
Carrying on, getting upset.


Maybe I have a problem,
But thats not what I wanted to say.
I prefer to say nothing.
I got a long way to go
Getting further away.

Had a dream as an army man with an order
Just to march in my place
But a dead enemy
Screams in my face

But I better be quiet now,
I’m tired of wasting my breath
Carrying on, not over it yet.

Wish I knew what you were doing.
Why you want to do it this way.

So I can’t go the distance,
I got a long way to go,
I’m getting further away.
I got a long way to go
Getting further away.



Essa letra diz tudo.

Bjo.

Música - I better be quiet now - Elliot Smith.

terça-feira, junho 08, 2004

Lonely


Posted by HelloLonely by Daniel Koralek

Às vezes, fico pensando: a solidão é algo involuntário, ou somos nós mesmos que a inventamos?

"Estar só". Complexo isso...

Podemos estar com muitas pessoas ao nosso lado e ainda nos sentir só...

Ou estar só, em casa, lendo um livro, ouvindo uma música e, unicamente por estar pensando em alguém, nem lembrar que a solidão existe.

Tudo isso foi apenas um pretexto para mostrar a linda foto do Daniel. :o)



Bjo.

Música - Solitary soul do Spock's beard.

Lost souls


Lost souls Posted by Hello

Só depois de postar textos e fotos de outras pessoas, resolvi escrever o que penso, o que sinto, enfim, algo meu, o que já poderia ter sido feito antes, mas acabei não fazendo. E ainda assim, é sobre um fato que aconteceu com uma outra pessoa.

Mas tudo bem, é algo que considero interessante, e além de tudo, muito atual.

Podem-se conhecer muitas pessoas através desse mundo virtual e louco que é a Internet.

No começo, parecia uma loucura aquilo tudo, mas até por isso mesmo, tornava-se cada dia mais intrigante esse mundo desconhecido e o mistério que o rondava...

Conhecem-se pessoas que já desapareceram desse mundo virtual, que nunca mais foram vistas, conhecem-se pessoas que desde o primeiro dia até hoje ainda se encontram, e com isso, acabam tornando-se amigas, pessoas que não se encontram sempre, mas que mesmo assim, pela profundidade das conversas e pela coincidência das personalidades e interesses, também são consideradas como amigas, e por fim, aquelas que se conheceram muito recentemente.

Quero me ater a essas últimas. Na verdade, a uma em especial, que surgiu na vida dessa pessoa, há muito pouco tempo.

Não faz nem um mês, esta amiga conheceu uma pessoa que lhe surpreendeu muito com sua inteligência, cultura, sensibilidade, carinho, atenção para com ela, bom gosto musical, o que significa ser muito parecido com o dela, claro; sempre dizia as palavras certas nas horas certas, enfim, daquelas pessoas que você pensa: Poxa, será que existe mesmo? Será que é real? Que não faz isso só para me impressionar?

E você passa a acreditar mesmo, de verdade... Começa a ver que é possível existir alguém assim, que uma pessoa pode ser rara e especial como você nunca tinha imaginado antes. E que não é coisa de Internet, é real...

Concluindo: um sonho.

Mas com o tempo, como em todo sonho que se preze, a magia acaba quando você acorda...


E percebe que todo aquele sentimento que nasceu, existia apenas dentro da aura onírica. E que apesar desta pessoa continuar sendo tudo o que foi citado acima e de fazer jus a todas as qualidades mencionadas, não passava de um reflexo do que foi projetado nela desde o início. Logo, ela (a pessoa) não tem culpa de nada. Na verdade, não se pode falar em culpa, quando se fala de sentimento.

E, além disso, havia outros obstáculos para que esse sentimento não fluísse como deveria. Problemas pessoais (uma terceira pessoa), emocionais e topográficos, de ambos os lados. Fatos mal ou não resolvidos.

A vida, o destino, “Deus”, seja lá o que for, não deve ter planejado que essas duas almas se encontrassem, ou que ao menos pudessem ter a oportunidade de se olhar nos olhos e sentir a pele uma da outra.


É, meus caros...

Triste? E como...

Mas o que fazer, não é?

“Ces’t la vie!” É isso...

Nem tudo nessa vida acontece como queremos, não é mesmo?

O único consolo, se é que se pode ter algum numa hora dessas, é que uma dessas almas não está totalmente perdida como a outra. Ela tem alguém para ajudá-la nas horas difíceis. Alguém que a ama, e que como pôde ser percebido, também é amado.

E só me resta torcer para que ela consiga ter de volta a paz no coração, e encontre alguém interessante o suficiente para esquecer essa outra pessoa. Ou que então, algo de fantástico que às vezes nos acontece, ocorra na vida dessas almas, isto é, que elas se encontrem. Porque, na minha opinião, elas merecem.

Super subjetivo o texto, não é? Desculpe, mas foi necessário. Não tinha como deixar muito óbvio.


Bjo.

Música - Love is blind de David Coverdale.

Related Posts with Thumbnails

Minha família

My kind of Spirit...


You are the elusive Night Spirit.
Your season is Winter, when the stars are bright and frost crystallizes the fallen leaves.
You are introspective, deep-thinking, and mysterious.
Everyone is intrigued and a little intimidated by you because you have an aura of otherworldliness.
You work in extremes, sometime happy, other times sad, but always creative and philosophical.
You are more concerned with the unseen, mystical, and metaphysical than the real world.
Night Spirits have a tendency to get lost in themselves and must be careful not to forget reality, but their imagination is limitless.