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Comecei a escrever no momento em que percebi que só pensar não mais me satisfazia.

Precisava transbordar todo aquele pensamento que só ao meu universo de idéias pertencia.

Hoje, escrevo por pura necessidade, por irresistível vício e por agradável teimosia.




Claudia Pinelli Rêgo Fernandes ®



quinta-feira, setembro 03, 2009

Depressão será a doença mais comum do mundo em 2030, diz OMS


Dados divulgados nesta quarta-feira pela Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que, nos próximos 20 anos, a depressão deve se tornar a doença mais comum do mundo, afetando mais pessoas do que qualquer outro problema de saúde, incluindo câncer e doenças cardíacas.

Segundo a OMS, a depressão será também a doença que mais gerará custos econômicos e sociais para os governos, devido aos gastos com tratamento para a população e às perdas de produção.

De acordo com o órgão, os países pobres são os que mais devem sofrer com o problema, já que são registrados mais casos de depressão nestes lugares do que em países desenvolvidos.

Atualmente, mais de 450 milhões de pessoas são afetadas diretamente por transtornos mentais, a maioria delas nos países em desenvolvimento, segundo a OMS. As informações foram divulgadas durante a primeira Cúpula Global de Saúde Mental, realizada em Atenas, na Grécia.

"Os números da OMS mostram claramente que o peso da depressão (em termos de perdas para as pessoas afetadas) vai provavelmente aumentar, de modo que, em 2030, ela será sozinha a maior causa de perdas (para a população) entre todos os problemas de saúde", afirmou à BBC o médico Shekhar Saxena, do Departamento de Saúde Mental da OMS.

Ainda segundo Saxena, a depressão é mais comum do que outras doenças que são mais temidas pela população, como a Aids ou o câncer.

"Nós poderíamos chamar isso de uma epidemia silenciosa, porque a depressão está sendo cada vez mais diagnosticada, está em toda parte e deve aumentar em termos de proporção, enquanto a (ocorrência) de outras doenças está diminuindo."

Pobres

Segundo o médico, os custos da depressão serão sentidos de maneira mais aguda nos países em desenvolvimento, já que eles registram mais casos da doença e têm menos recursos para tratar de transtornos mentais.

"Nós temos dados que apontam que os países mais pobres têm (mais casos de) depressão do que os países ricos. Além disso, até mesmo as pessoas pobres que vivem em países ricos têm maior incidência de depressão do que as pessoas ricas destes mesmos países", afirma Saxena.

"A depressão tem diversas causas, algumas delas biológicas, mas parte dessas causas vem de pressões ambientais e, obviamente, as pessoas pobres sofrem mais estresse em seu dia-a-dia do que as pessoas ricas, e não é surpreendente que elas tenham mais depressão."

Segundo o médico, o aumento nos casos de depressão e os custos econômicos e sociais da doença tornam mais urgentes uma mudança de atitude em relação ao problema.

"A depressão é uma doença como qualquer outra doença física, e as pessoas têm o direito de ser aconselhadas e receber o mesmo cuidado médico que é dado no caso de qualquer outra doença."



Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/09/090902_depressao_oms_cq.shtml






Será que só assim para que essa doença seja desmistificada?

Vejo que ainda hoje muitas pessoas não conseguem compreender os sintomas dessa doença e chegam até a pensar, algumas vezes, que se trata de frescura, de loucura etc... Quando na verdade, depressão não tem nada a ver com frescura, muito menos com loucura.

A Depressão consiste em fatores que afetam uma pessoa no que ela tem de mais essencial, a sua vitalidade, sua vontade de viver.

Nada mais faz sentido, não por uma questão de frescura, jamais!

Não por simples loucura, nunca!

A falta de sentido da vida vem talvez de uma imensa crise existencial interna complexa e muito difícil de ser explicada através das nossas palavras tão limitadas.

Se o aumento de casos de uma doença tão terrível é deveras alarmante e triste, há, entretanto, como de costume, sempre um lado positivo. O fato de passar a ser mais conhecida e mais divulgada, talvez leve a uma desmistificação e a uma humanização da doença.

O conhecimento é sempre muito bem vindo e, quem sabe, com a diminuição de tantos preconceitos e lendas, talvez a pessoa que sofre de Depressão possa ter um tratamento mais claro, sem distorções, um maior apoio por parte da família e amigos e uma chance mais efetiva de se curar.



Claudia Fernandes






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domingo, agosto 23, 2009

Lustig. Oder nicht?




Bjo.




Claudia.




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sexta-feira, agosto 14, 2009

Cuide bem de seu amor...

Cirurgia de lipoaspiração?
Herbert Vianna

Pelo amor de Deus, eu não quero usar nada nem ninguém, nem falar do que não sei, nem procurar culpados, nem acusar ou apontar pessoas, mas ninguém está percebendo que toda essa busca insana pela estética ideal é muito menos lipo-as e muito mais piração?
Uma coisa é saúde outra é obsessão.
O mundo pirou, enlouqueceu.
Hoje, Deus é a auto-imagem.
Religião é dieta.
Fé, só na estética.
Ritual é malhação.

Amor é cafona, sinceridade é careta, pudor é ridículo, sentimento é bobagem.
Gordura é pecado mortal.
Ruga é contravenção.
Roubar pode, envelhecer não.
Estria é caso de polícia.
Celulite é falta de educação.
Filho da puta bem sucedido é exemplo de sucesso.
A máxima moderna é uma só: pagando bem, que mal tem?

A sociedade consumidora, a que tem dinheiro, a que produz, não pensa em mais nada além da imagem, imagem, imagem.
Imagem, estética, medidas, beleza.
Nada mais importa.
Não importam os sentimentos, não importa a cultura, a sabedoria, o relacionamento, a amizade, a ajuda, nada mais importa.
Não importa o outro, o coletivo.
Jovens não tem mais fé, nem idealismo, nem posição política.
Adultos perdem o senso em busca da juventude fabricada.

Ok, eu também quero me sentir bem, quero caber nas roupas, quero ficar legal, quero caminhar correr, viver muito, ter uma aparência legal mas...
Uma sociedade de adolescentes anoréxicas e bulímicas, de jovens lipoaspirados, turbinados aos vinte anos não é natural.
Não é, não pode ser.
Que as pessoas discutam o assunto.
Que alguém acorde.
Que o mundo mude.
Que eu me acalme.
Que o amor sobreviva.






Bravo!!!!!




Claudia Fernandes






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quarta-feira, agosto 05, 2009

Genial!



Genial!!!




Claudia.






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terça-feira, julho 28, 2009

Para desopilar o fígado...

Para começar a semana com bom humor, um vídeo hilário do Steve Martin imitando Michael Jackson no clip de Billie Jean.






É ou não é algo impagável?



Claudia.







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sexta-feira, julho 24, 2009

Ói nóis!


Fiquei super feliz em descobrir que sou lida por algumas pessoas e que ainda por cima tenho admiradores. Isso não é o máximo??

Olha só:


http://copieinanet.blogspot.com/2008/01/medo-do-mesmo-de-claudia-fernandes.html

http://www.fachak.com/rainbow-warrior

http://www.lucianopires.com.br/dlog/show_dlog.asp?id=35&num=20




Valeu!!




Claudinha.






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quarta-feira, julho 22, 2009

Ex-guitarrista do The Clash abre biblioteca dedicada ao Rock n’ Roll


O guitarrista Mick Jones, ex-integrante do grupo The Clash, inaugurou na Inglaterra uma biblioteca dedicada ao rock. A abertura ao público ocorreu nesta quarta-feira, 22, e estão à disposição dos visitantes mais de 10 mil artigos da coleção pessoal do guitarrista.

Fazem parte do acervo muitos discos, fitas, filmes, cartazes de shows, livros, histórias em quadrinhos, roupas e outros objetos. “São relíquias do século passado. Uma parte da história musical britânica”, comentou Jones.

“É uma coleção muito pessoal que mostra minhas paixões, mas não quero que a biblioteca seja só para os fãs do Clash. Espero que possa ser útil, estimule a imaginação das pessoas e passe uma idéia de criatividade contínua”.



Eduardo Guimarães

Redação TDM





Na Inglaterra é assim... As coisas realmente acontecem. O rock é preservado, cultuado, respeitado. Bem diferente daqui, onde o rock é confundido com ficções musicais.



Claudinha.





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quinta-feira, julho 02, 2009

O silêncio da alma...





Li esse texto do grande Rubem Alves e achei o assunto muito interessante. Espero que goste.




Escutatória




Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória.


Todo mundo quer aprender a falar... Ninguém quer aprender a ouvir.


Pensei em oferecer um curso de escutatória, mas acho que ninguém vai se matricular. Escutar é complicado e sutil.


Diz Alberto Caeiro que... “Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma.
Filosofia é um monte de idéias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas.
Para se ver, é preciso que a cabeça esteja vazia.”


Parafraseio o Alberto Caeiro:


Não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito. É preciso também que haja silêncio dentro da alma.


Daí a dificuldade:


A gente não agüenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor...
Sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer.
Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração... E precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor.


Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil de nossa arrogância e vaidade.


No fundo, somos os mais bonitos...


Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os Estados Unidos estimulado pela revolução de 64. Contou-me de sua experiência com os índios:


Reunidos os participantes, ninguém fala. Há um longo, longo silêncio.


Vejam a semelhança...


Os pianistas, por exemplo, antes de iniciar o concerto, diante do piano, ficam assentados em silêncio... Abrindo vazios de silêncio... Expulsando todas as idéias estranhas.


Todos em silêncio, à espera do pensamento essencial.


Aí, de repente, alguém fala. Curto. Todos ouvem.


Terminada a fala, novo silêncio.


Falar logo em seguida seria um grande desrespeito, pois o outro falou os seus pensamentos... Pensamentos que ele julgava essenciais.


São-me estranhos. É preciso tempo para entender o que o outro falou.


Se eu falar logo a seguir... São duas as possibilidades.


Primeira: Fiquei em silêncio só por delicadeza... Na verdade, não ouvi o que você falou.


Enquanto você falava, eu pensava nas coisas que iria falar quando você terminasse sua (tola) fala.


Falo como se você não tivesse falado.


Segunda: Ouvi o que você falou. Mas, isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo. É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou.


Em ambos os casos, estou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada.


O longo silêncio quer dizer: Estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou.


E, assim vai a reunião.


Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos.


E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia.


Eu comecei a ouvir.


Fernando Pessoa conhecia a experiência...
E, se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras... No lugar onde não há palavras.


A música acontece no silêncio. A alma é uma catedral submersa.
No fundo do mar - quem faz mergulho sabe - a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos.
Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia...
Que de tão linda nos faz chorar.


Para mim, Deus é isto: A beleza que se ouve no silêncio.
Daí a importância de saber ouvir os outros: A beleza mora lá também.


Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto.




Rubem Alves







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Minha família

My kind of Spirit...


You are the elusive Night Spirit.
Your season is Winter, when the stars are bright and frost crystallizes the fallen leaves.
You are introspective, deep-thinking, and mysterious.
Everyone is intrigued and a little intimidated by you because you have an aura of otherworldliness.
You work in extremes, sometime happy, other times sad, but always creative and philosophical.
You are more concerned with the unseen, mystical, and metaphysical than the real world.
Night Spirits have a tendency to get lost in themselves and must be careful not to forget reality, but their imagination is limitless.