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Comecei a escrever no momento em que percebi que só pensar não mais me satisfazia.

Precisava transbordar todo aquele pensamento que só ao meu universo de idéias pertencia.

Hoje, escrevo por pura necessidade, por irresistível vício e por agradável teimosia.




Claudia Pinelli Rêgo Fernandes ®



quinta-feira, novembro 08, 2007

Essa tal felicidade...


(Para assistir ao vídeo, clique no play acima.)


A música Bizarre love triangle do New Order desde os anos oitenta sempre me chamou muita atenção. Em princípio, porque achava o título bastante sugestivo e interessante, além de que é uma música que consegue me animar em qualquer momento, me fazer perceber a pulsação da vida e sentir o sangue correr em minhas veias. Como preparando meu corpo para uma longa viagem.

Quando escuto essa música, canto, canto bem alto, de olhos fechados...

E por um pequeno momento, estou em paz e nada de ruim pode me acontecer.

Neste intervalo entre o começo e o fim da música, vivo uma alegria esfuziante, alegria esta que não é muito familiarizada com a minha pessoa, mas que, a despeito disso, se apresenta a mim, bem amigável e simpática, enquanto estou lá, de olhos fechados, cantando loucamente, lá neste mundo (ir)real que é só meu e que certamente ninguém mais conhece.

Durante esses poucos minutos (que parecem uma eternidade) sou feliz, me encontro num lugar que só pertence a mim, onde acontece apenas o que eu quero, e onde a alegria se revela a minha mais nova amiga de infância.

E sempre que escuto essa música chego a uma mesma conclusão: a felicidade é um estado de espírito extremamente íntimo. Não depende de nada exterior. Ela está dentro de mim. A música, assim como a droga ou o consumismo normótico, serve para dar o start, me transportar, e a partir daí, toda aquela sensação de prazer, de bem estar é sugerida, criada e guiada por mim.

Porém o tamanho dela deve ser igual ao tamanho da minha paz de espírito. Se o preço para obtê-la estiver ficando maior do que a minha paz, esqueço. Não vale a pena.

E de tanto pensar sobre o assunto, cheguei a essa pérola do espirituosismo:



Felicidade deve ser como
o cartão de crédito do consumista
e a seringa suja do drogado,
única, pessoal e intransferível!


Claudia Fernandes




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2 comentários:

Roger Jones disse...

adoro New Order

:)

Amélie disse...

Eu tb adoro esta música, aliás ela está lá no correio num post qualquer, em uma outra versão na verdade.




A felicidade? "Is a warm gun!"

Bjs.

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My kind of Spirit...


You are the elusive Night Spirit.
Your season is Winter, when the stars are bright and frost crystallizes the fallen leaves.
You are introspective, deep-thinking, and mysterious.
Everyone is intrigued and a little intimidated by you because you have an aura of otherworldliness.
You work in extremes, sometime happy, other times sad, but always creative and philosophical.
You are more concerned with the unseen, mystical, and metaphysical than the real world.
Night Spirits have a tendency to get lost in themselves and must be careful not to forget reality, but their imagination is limitless.